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Saúde Digital: PB implanta sistema e-SUS AF e otimiza assistência farmacêutica

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES – PB), em articulação com o Ministério da Saúde, iniciou a transformação digital da Assistência Farmacêutica no SUS, com a implantação do sistema e-SUS AF no lugar do Hórus. A iniciativa busca qualificar a governança, a logística e o cuidado farmacêutico por meio de soluções digitais interoperáveis (aquelas que conseguem conversar, entender e trocar informações entre si, mesmo sendo de marcas ou tecnologias diferentes).

A substituição do Hórus pelo e-SUS AF foi formalizada nacionalmente pela Portaria GM/MS nº 11.585/2026, estabelecendo prazos de transição e responsabilidades dos entes federativos. Essa mudança representa um avanço estratégico para a Paraíba, trazendo benefícios em múltiplas dimensões da gestão pública em saúde.

Para o gerente executivo de Tecnologia da Informação em Saúde, Kleyber Araújo, a mudança não é apenas uma troca de software, mas uma mudança de paradigma de governança da Assistência Farmacêutica. “A transição do Hórus para o e-SUS AF posiciona a Paraíba entre os estados protagonistas da transformação digital do SUS. Mais do que a implantação de um novo sistema, trata-se da construção de um novo modelo de governança da assistência farmacêutica – mais integrado, orientado por dados, transparente e centrado no cidadão”, disse.

Segundo a chefe de Gestão do Componente Básico e Estratégico da Assistência Farmacêutica, Luiza Elena dos Santos, a gestão logística é uma das áreas de maior impacto da transição. “O novo sistema amplia a capacidade de rastrear a movimentação do medicamento desde a aquisição, armazenamento, distribuição e dispensação ao usuário final. Essa rastreabilidade fortalece auditoria, controle interno e transparência, além de reduzir riscos de desvios e inconsistências de estoque. Na prática, o farmacêutico passa a atuar de forma mais integrada ao cuidado longitudinal do paciente,” informou.

Para a gestão estadual e municipal, isso possibilita geração de indicadores estratégicos; monitoramento de desempenho; análises epidemiológicas; suporte à tomada de decisão baseada em evidências. Esse benefício é particularmente relevante para a Paraíba, pois, favorece planejamento regionalizado e gestão mais responsiva.

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