A polícia espanhola usou bombas de gás para afastar a multidão de imigrantes que segue entrando em Ceuta, cidade autônoma da Espanha no norte da África, vindos do Marrocos, nesta sexta-feira (31).
Autoridades de ambos os lados tentaram conter a crise. Agentes marroquinos também mobilizaram caminhões com canhões de água e tentaram repelir as pessoas antes de chegar a Ceuta.
Apesar de as tentativas de invasão continuarem, nesta sexta-feira, a agência de notícias Reuters também registrou o movimento de algumas pessoas que também começaram a retornar ao Marrocos.
Um migrante de Tânger, no Marrocos, disse que a travessia não foi uma boa experiência e fez um apelo para que outros não tentassem a travessia:
“Para ser sincero, nem sei por que vim. Estou voltando agora. É simples assim. Não como desde o almoço de ontem, embora tenha trazido algum dinheiro comigo; só para táxis e coisas do tipo. Ainda não dormi. O que fizemos não foi nada bom, pessoas morreram. Eu imploro, por favor, se você ainda não veio, não venha”.
O que se sabe sobre a crise
Ceuta é uma cidade autônoma da Espanha localizada no norte da África. Junto com Melilla, é um dos únicos territórios da União Europeia que fazem fronteira terrestre com a África.
A cidade fica na costa do Mar Mediterrâneo, em frente ao Estreito de Gibraltar. Apesar de pertencer à Espanha há séculos, o Marrocos reivindica a soberania sobre o território, o que gera atritos diplomáticos recorrentes.
Mapa mostra localização de Ceuta — Foto: Arte g1
Cerca de 60 mil migrantes entraram em Ceuta nas últimas 24 horas, afirmou nesta sexta-feira (31) o prefeito de Ceuta. A maioria é formada por jovens marroquinos, mas também há famílias e crianças.
O fluxo já vinha se intensificando ao longo da última semana, e os centros de acolhimento da cidade já estavam próximos do limite antes da nova onda de chegadas.
G1
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