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Melancólico e divertido, Supergirl aposta em uma sensível aventura cósmica

Depois de uma estreia promissora nos cinemas com Superman, a DC decidiu manter as coisas em família e apostar em Supergirl, uma super-heroína que, apesar de muito conhecida pelo público, parece nunca ter sido totalmente compreendida por ele, até a chegada de seu novo filme.

Na produção, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (25), Kara Zor-El (Milly Alcock) se envolve em uma trama de vingança ao conhecer Ruthye Marie Knoll (Eve Ridley) e ser convencida a procurar justiça contra o mercenário Krem (Matthias Schoenaerts), enquanto lida com o trauma de ter visto Krypton, seu planeta natal, colapsar.

Os primos Clark Kent e Kara Zor-El e seus filmes funcionam como contrapontos. Ao representar a heroína pulando de planeta em planeta e buscando na bebida uma maneira de lidar com o luto, o longa deixa de lado o ar solar e otimista de Superman para mergulhar em uma melancolia muito bem-vinda para sua personagem principal.

Explorando o passado da Supergirl, a narrativa permite ao público ter uma profunda compreensão e simpatia pela personagem. Mas, para além do interno, o trunfo está em como a trama traduz as questões para o externo, refletindo os medos e a dor de Kara em suas decisões e comportamentos no presente.

Apesar de manter uma postura confiante, irônica, desafiadora e bem-humorada, são nas atitudes que Kara e a história crescem, mérito também da ótima interpretação de Milly Alcock, que consegue traduzir os conflitos da personagem ainda mais com a parceria que a heroína desenvolve com Ruthye.

Ao ganhar uma personalidade forte e provações próprias, a menina conquista o seu próprio brilho, por vezes conseguindo roubar a atenção para si. E é graças à emoção dada à personagem por Eve Ridley que a relação das duas, construída à base de uma admiração mútua, se torna um dos pontos fortes do filme.

Mas nem apenas de assuntos pesados vive Supergirl. O filme mergulha de cabeça em diferentes galáxias e entrega coadjuvantes e cenários que, se por um lado seguem o padrão de filmes de heróis ambientados no espaço, sem grandes inspirações ou inovações, por outro conseguem equilibrar o lado denso da história com uma atmosfera divertida.

Quem também ajuda na descontração do clima é o Lobo de Jason Momoa, que, com um humor ácido e tiradas rápidas em suas pontuais participações, em nada lembra seu Aquaman.

E, claro, o destaque fica mais uma vez para o cãozinho Krypto, que compra imediatamente a simpatia e preocupação do público. A participação de Superman também é muito bem colocada e mostra mais uma vez como David Corenswet dominou bem o personagem.

Com a mistura da melancolia carregada pela sua protagonista, uma relação tocante de suas personagens e uma ambientação que, apesar de jogar no seguro, ainda consegue cumprir o seu papel, Supergirl cria uma narrativa sensível e inspiradora em outro acerto da nova era do universo cinematográfico da DC.

 

R7

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