Mãe doa medula óssea para filha durante tratamento de saúde em Natal

Uma mãe doou parte da própria medula óssea para a filha de 24 anos que está internada em um hospital privado de Natal tratando um problema de saúde, que não foi revelado.
O transplante aconteceu no Hospital Rio Grande, na Zona Leste da capital potiguar, sendo realizado através do Sistema Único de Saúde (SUS).
A família é natural da Paraíba. A mãe, Dayane Duarte, é vereadora na cidade de Arara, enquanto a filha, Sabrina Duarte, se formou no fim do ano passado em odontologia.
Mãe e filha estão internadas desde o dia 17 de dezembro em Natal, onde passam por acompanhamento médico e tratamento especializado, para a realização do transplante e o período de recuperação.
Captação da medula e transplante
A captação da medula da mãe, Dayane, foi realizada na Quarta-feira de Cinzas (18), por meio de um procedimento no qual a medula óssea é retirada do osso da bacia, numa região chama de crista ilíaca. Segundo o hospital, esse procedimento é seguro e feito em centro cirúrgico, sob anestesia.
A filha Sabrina passou pelo transplante na quinta-feira (19), recebendo a medula da mãe em um momento marcado por emoção, fé e esperança.
Nas redes sociais, Dayane disse que deitou na maca “entre orações e silêncio” e “carregando medo humano, mas uma confiança enorme em Deus”.
“Ali eu entendi: não era apenas um procedimento, era amor em forma de doação. Agora vivemos a espera mais bonita: a da cura, do milagre e da restauração”, disse.
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Mãe doou medula óssea para filha durante tratamento de saúde no RN — Foto: Divulgação/Hospital Rio Grande
A previsão de internação, segundo o Hospital Rio Grande, onde as duas permanecem, pode ultrapassar 100 dias.
Como se tornar doador de medula óssea
Para se cadastrar como doador, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e procurar um hemocentro. No Brasil, o cadastro é feito por meio do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea, coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer.
O processo é simples: é coletada uma pequena amostra de sangue para análise de compatibilidade genética (HLA), e os dados ficam armazenados em um banco nacional e internacional.
Caso surja um paciente compatível, o doador é convocado para exames complementares e, confirmada a compatibilidade, realiza a doação.
A doação pode ocorrer de duas formas:
- por punção da medula óssea, com retirada do material diretamente do osso da bacia, sob anestesia;
- por aférese, método semelhante à doação de sangue, no qual as células-tronco são coletadas pela corrente sanguínea após estímulo medicamentoso.
A chance de encontrar um doador totalmente compatível pode ser de uma em cada 100 mil pessoas. Por isso, ampliar o número de voluntários cadastrados é fundamental para salvar vidas.
G1PARAÍBA




