
A jornalista e influenciadora paraibana Dalu Melo denunciou, por meio das redes sociais, ter sido vítima do que classificou como uma tentativa de estupro na manhã desta terça-feira (9), na orla de Intermares, em Cabedelo.
Segundo o relato, ela foi abordada por um homem que se masturbava próximo ao seu carro após retornar de uma corrida na praia.
No vídeo publicado nas redes sociais, Dalu contou que, por volta das 9h, ajudou uma idosa a atravessar um canal no bairro de Intermares. Segundo a jornalista, a mulher demonstrava receio de alguns homens que estavam nas proximidades do local.
Após retornar em direção ao carro, a influenciadora afirma ter sido surpreendida pelo suspeito. Ainda de acordo com o relato, o homem também tentou tomar sua bolsa durante a abordagem.
O homem fugiu do local e, até o momento, não foi identificado.
Confira trechos do relato e o vídeo completo abaixo:
“Eu fui correr. Enquanto eu tava correndo, eu encontrei uma senhora que tava querendo atravessar um canal em Intermares. Ela pediu ajuda pois achou dois rapazes suspeitos e estava com medo de atravessar. E quando eu retorno, já perto do meu carro, eu sou abordada por um homem se masturbando. E não basta só o ato, eles ainda têm que verbalmente constranger você. E naquela hora, eu tive um instinto de reação. É muito mais forte do que eu. Depois eu racionalizo que poderia ser perigoso, que poderia qualquer coisa. Mas, na hora, é muito mais forte que eu e, na mesma hora, quando eu vi, eu gritei. Eu gritei pedindo socorro, pedindo ajuda. E não tinha ninguém na praia porque era um horário, enfim, 9 horas de manhã, numa terça-feira, que não é comum“.
“Porém, ele veio pra cima de mim, tentou pegar minha bolsa. Porque eu parei e fiquei gritando para ver se alguém ouvia. Tentou pegar minha bolsa, eu puxei minha bolsa de volta. Ele viu que não conseguiu, saiu correndo. E eu saí correndo atrás dele“.
A jornalista também criticou a omissão de alguns homens que estavam no local e, segundo ela, não prestaram ajuda quando pediu socorro.
“Não passou uma viatura, não passou nada. Mas os homens que estavam lá na hora foram completamente coniventes ao comportamento desse cara. E aí, o que mais me revolta, é que enquanto mulher nesse país, a gente tem que aceitar um lugar de vulnerabilidade, de se permitir ser agredida. acho que o pior sentimento que existe é o de impotência da gente enquanto mulher. Perceber que não adianta gritar. Perceber que não adianta pedir ajuda. Perceber que mesmo você chamando a polícia, esses caras não são presos, porque eu já fiz isso várias vezes e eles são soltos logo em seguida por falta de provas. Enquanto isso, eles continuam fazendo as mesmas coisas“.
“Quando vê uma mulher gritando, pedindo socorro e ajuda, vocês ajudem. Não fingem que não estão vendo a situação. Não fingem que está tudo normal, porque não está. Eu tenho o direito de caminhar na praia. Eu tenho o direito de correr. Eu tenho o direito de tomar um banho de mar. Eu tenho o direito de fazer qualquer coisa que eu puder. E que a gente não se cale“.
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