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Sinais de vida alienígena podem estar escondidos em faixa de rádio pouco explorada; entenda

Possíveis sinais enviados por civilizações extraterrestres podem estar escondidos em uma parte do espectro de rádio que recebeu pouca atenção nas últimas décadas, aponta um novo estudo apresentado nesta semana no Reino Unido.

A pesquisa realizou a primeira busca por sinais de inteligência extraterrestre usando o Alma, conjunto de antenas instalado no deserto do Atacama, no Chile.

Em vez de observar novamente o céu, a equipe analisou dados antigos, originalmente coletados para outras pesquisas astronômicas.

A maior parte dessas buscas costuma se concentrar em uma faixa considerada relativamente silenciosa, localizada entre as frequências emitidas naturalmente pelo hidrogênio e pela hidroxila — substâncias que, juntas, formam a água.

Por isso, cientistas acreditam que esse seria um canal lógico para uma civilização avançada tentar se comunicar.

📻 ENTENDA: Esses “canais” são diferentes faixas de frequência usadas para transmitir ondas de rádio, como as estações de um rádio comum. Os cientistas procuram sinais em partes específicas desse espectro porque uma civilização distante também poderia escolher uma dessas faixas para enviar uma mensagem.

O novo trabalho, porém, procurou sinais em frequências mais altas, ainda pouco investigadas, ampliando a busca para uma faixa do espectro que, até agora, recebeu pouca atenção dos cientistas.

Os pesquisadores buscaram transmissões concentradas em faixas muito estreitas, que poderiam ter origem tecnológica e seriam difíceis de explicar por fenômenos naturais.

⚠️Nenhum sinal considerado candidato foi encontrado nas quatro observações analisadas.

O resultado, contudo, não significa que não exista vida inteligente fora da Terra. Ele mostra apenas que nenhuma transmissão foi identificada nas pequenas faixas e regiões examinadas.

“Durante décadas, as buscas por inteligência extraterrestre se concentraram em uma parte relativamente pequena do espectro de rádio. Queríamos saber o que poderia acontecer se procurássemos em uma região muito diferente”, disse Louisa Mason, doutoranda em astronomia na Universidade de Manchester e autora da pesquisa.

Ilustração mostra a variedade de estrelas que pode aparecer no campo de visão de uma única observação feita por um telescópio. — Foto: Louisa Mason

Ilustração mostra a variedade de estrelas que pode aparecer no campo de visão de uma única observação feita por um telescópio. — Foto: Louisa Mason

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