
O Irã ameaçou, nesta quarta-feira (15), interromper o comércio em parte do Golfo Pérsico, no Mar Vermelho e no Mar de Omã, caso os Estados Unidos mantenham o bloqueio do Estreito de Ormuz.
A declaração foi feita pelo major-general Ali Abdollahi, que avaliou a medida do governo americano como uma violação do acordo de cessar-fogo firmado entre os dois países e que deveria durar duas semanas.
“Se os agressivos e terroristas EUA continuarem essa ação ilegal, criando insegurança para os navios comerciais e petroleiros iranianos, as poderosas Forças Armadas do Irã não permitirão que exportações ou importações continuem na região do Golfo Pérsico, no Mar de Omã e no Mar Vermelho”, disse, segundo a agência iraniana Tasnim.
O comunicado afirma ainda que o “Irã tomará medidas decisivas para defender a sua soberania e interesses nacionais”.
Os dois países estão em conflito desde o ataque americano que matou o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. Um cessar-fogo foi fechado em 8 de abril, permitindo uma rodada de negociações em Islamabad, no Paquistão. Após 21 horas de conversação, no entanto a delegação iraniana retornou ao país alegando falta de confiança.
Em meio à esse clima tenso, Trump bloqueou o Estreito de Ormuz, na última segunda-feira (13), com o objetivo de interceptar navios iranianos.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump quer que o Irã entregue todo o urânio enriquecido a 60%, nível próximo da fabricação de artefatos nucleares. Ele exige também que o Irã pare de enriquecer urânio pelos próximos 20 anos.
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