Backstreet Boys faz show histórico no The Town para plateia que só queria saber de hits

A intensa relação dos Backstreet Boys com o Brasil ganhou seu capítulo mais emocionante nesta sexta-feira (12) de The Town. Cantando para um Autódromo de Interlagos abarrotado de fãs, com expectativa de até 75 mil pessoas, eles se apresentaram para o maior público deles no Brasil.
Em 30 anos de carreira, o quinteto tocou em estádios, depois ginásios, voltaram aos estádios e agora foram pela primeira vez headliners de um grande festival por aqui. Não seria uma surpresa se eles pintassem no line-up do Rock in Rio do ano que vem.
O grupo privilegiou o álbum “Millennium” (1999), que completou 25 anos em 2024 e ganhou uma turnê. Além do disco clássico, eles tentaram intercalar seus maiores hits com músicas que bombaram menos (para os padrões da banda).
A plateia dominada por mulheres de 30 a 40 anos cantou alto hits como “Larger than life”, que abriu o show, e a catártica “I want it that way”. Elas também vibraram com os vários discursos, principalmente o que Nick disse que o Brasil era a casa deles e que eles sempre se lembram do carinho que o país tem por eles.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/e/m/OFxmz7TVO59jT2qjhGYQ/backstreet-boys-dsc00496-fabio-tito.jpg)
Backstreet Boys se apresentam no The Town 2025 — Foto: Fábio Tito/g1
Mas há uma pausa para receberem um disco de platina comemorando as vendas do álbum “Millennium” e para posarem com representantes da gravadora Sony. Tudo isso acontecendo e a gente ali na plateia, esperando eles resolverem voltar a cantar. Enfim, os cinco estão ali para oferecer nostalgia, uma noite para todos relembrarem quando viam clipes do Backstreet Boys na MTV.
Mesmo com certas limitações, a apresentação foi um reconhecimento da música pop adolescente dos anos 1990 e 2000 como parte essencial da cultura pop, e uma consagração de um estilo que resistiu às chacotas do passado. De quebra, a apresentação bateu uma marca indesejável para fãs de música pop. Pela primeira vez em quase 25 anos, uma boy band foi a atração principal de um grande festival brasileiro.
Nos anos 1990, boy bands eram ridicularizadas, diante do auge do rock nu-metal e rap rock de bandas como Limp Bizkit, que transformaram esse desprezo em “rebeldia”. Em festivais como o Woodstock 99, o preconceito se manifestava, refletindo uma cultura que valorizava agressividade masculina e olhava com desdém para artistas com público mais feminino. O mesmo tipo de reação voltaria a se repetir com a saga “Crepúsculo”.
No Brasil, as boy bands enfrentaram resistência para entrar em line-ups. Em 1991, o Rock in Rio recebeu o New Kids On The Block e sofreu críticas. No Festival de Verão de Salvador em 2000, o Westlife cantou sem alarde. Em 2001, o Rock in Rio teve seu dia mais “pop” com direito a NSYNC, mas nunca uma boy band voltou ao evento. Parece que o jogo virou.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/e/V/RALVWHTTW7PHnaWDLwCw/thumbnail-critica-g1.png)
— Foto: Arte/g1
G1




