‘Não é só para mim’: jovem com coração transplantado agradece a doador em festa de 15 anos

O discurso emocionado de uma jovem de Belo Horizonte durante a própria festa de 15 anos viralizou nos últimos dias nas redes sociais. Maria Alice Camargos, que passou por um transplante de coração aos 6 anos, afirmou que a celebração só foi possível porque alguém doou um coração para ela.
Ela também compartilhou o sentimento de gratidão pela sua saúde e a possibilidade de estar celebrando com quem ama. A adolescente fez, ainda, um agradecimento especial à família de seu doador.
“Há muitos anos, se me falassem que eu estaria comemorando os meus 15 anos e ainda em uma festa tão maravilhosa, eu não sei se eu acreditaria. Essa festa não é só para mim, mas para meu doador também”, concluiu a jovem.
O vídeo do momento do discurso ganhou visibilidade após ser compartilhado pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) por meio do MG Transplantes, para divulgar a importância da doação de órgãos.
Segundo Tatiana Camargos, mãe de Maria Alice, o discurso da adolescente, durante a festa realizada em 21 de março, foi um momento de muita emoção para toda a família.
“A ideia partiu dela, nem eu e meu marido sabíamos que aconteceria. Foi muito emocionante justamente por ser surpresa para todo mundo”, destacou Tatiana.
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Celebração de 15 anos de Maria Alice Camargos e Maria Alice com 6 anos, após fazer o transplante — Foto: Foto: Acervo Pessoal
Condição genética diagnosticada aos 5 anos
Diagnosticada aos cinco anos com miocardiopatia restritiva, uma doença congênita que compromete o funcionamento do músculo cardíaco, Maria Alice conviveu desde cedo com diversos sintomas.
“Ela sempre vivia com muita falta de ar, palidez, cansaço excessivo e frequência cardíaca elevada. O diagnóstico fechado só veio quando ela tinha 5 anos”, relatou Tatiana Camargo.
Após a confirmação da doença, a família se mudou para São Paulo em busca de tratamento especializado. Maria Alice passou a ser acompanhada no Instituto do Coração (InCor), onde entrou na fila de transplante em 2016. A cirurgia foi realizada no ano seguinte, após cerca de um ano de espera.
“Ela entrou na fila sem saber quanto tempo levaria, vivendo um dia de cada vez. O pós-operatório exigia acompanhamento intensivo, então continuamos morando em São Paulo por mais dois anos, período considerado decisivo para a adaptação do organismo e o controle da medicação.”, afirmou.
G1





