João Pessoa registra a maior redução no preço da cesta básica do Brasil

O último levantamento da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos apontou que a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras em junho. Nas demais capitais, incluindo João Pessoa, e no Distrito Federal, o custo médio da cesta caiu.

A capital paraibana, inclusive, apresentou a maior redução, onde o custo médio caiu 3,97%, chegando a R$ 689,95. Considerando uma jornada de trabalho de oito horas por dia, um trabalhador de João Pessoa precisa trabalhar 93h, ou seja, quase 12 dias para conseguir comprar os 12 itens.
Variação por produto
Entre maio e junho de 2026, cinco dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram diminuição nos preços médios: tomate (-25,83%), açúcar cristal (-4,27%), óleo de soja (-3,11%), manteiga (-2,32%) e café em pó (-1,98%).
O arroz agulhinha manteve-se estável. Os outros seis alimentos apresentaram elevação de preço: feijão carioca (10,07%), banana (3,49%), farinha de mandioca (2,01%), pão francês (0,76%), leite integral (0,72%) e carne bovina de primeira (0,54%).
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em nove dos 12 produtos: feijão carioca (46,12%), tomate (27,69%), carne bovina de primeira (8,29%), farinha de mandioca (5,50%), leite integral (4,79%), manteiga (4,11%), pão francês (3,49%), óleo de soja (1,92%) e banana (1,71%).
Variações em capitais
Segundo a pesquisa, a principal elevação ocorreu em Boa Vista, com aumento médio de 3,28%. Em seguida, aparecem Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).
Abaixo de João Pessoa que apresentou a maior redução, na sequência, aparecem Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).
Nos primeiros seis meses do ano, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza.
Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. Também houve aumentos nos preços do arroz agulhinha, na carne bovina de primeira e no leite integral.
Cesta mais cara do país
Em junho, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).
Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).
Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que valor do mínimo em junho deveria ser de R$ 8.110,92. O montante é cinco vezes superior ao salário mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621.
Portal Correio




