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EUA fazem segundo ataque a houthis no Iêmen em 24h

Os Estados Unidos voltaram a atacar alvos ligados aos rebeldes houthis no Iêmen na madrugada deste sábado (13, noite de sexta no Brasil), um dia após uma primeira onda de bombardeios em resposta à ofensiva do grupo iemenita a embarcações no mar Vermelho.

O canal Al-Masirah, ligado aos houthis, também afirmou que os EUA e o Reino Unido promoviam ataques na capital do país, Sanaa, controlada pelos rebeldes xiitas apoiados pelo Irã em meio a guerra civil no país que vive hoje frágil trégua.

Em seguida à primeira ofensiva da coalizão liderada pelos Estados Unidos na sexta, o grupo prometeu dobrar a aposta e continuar com os ataques na rota marítima —a costa do Iêmen banhada pelo mar Vermelho é território dominado pelos rebeldes.

De acordo com uma autoridade de Washington, que falou à CNN americana sob anonimato, os bombardeios deste sábado são uma ação apenas dos EUA, de menor amplitude se comparados aos de sexta e tiveram como alvo uma instalação de radar dos houthis.

Ao comentar sobre a primeira ofensiva, o presidente americano, Joe Biden, havia reforçado que não hesitaria em lançar novos ataques. Embora fosse esperada uma tréplica por parte dos rebeldes, o disparo fora de alvo de apenas um míssil balístico antinavio fora reportado durante toda a sexta-feira, segundo militares.

Os primeiros ataques levaram milhares de moradores às ruas de Sanaa com bandeiras palestinas e iemenitas para protestar contra a ofensiva, e palavras de ordem como “morte à América” e “morte a Israel” eram constantes.

Responsáveis por 27 ataques a navios em uma das rotas comerciais mais importantes do mundo desde 19 de novembro, os houthis, classificados por Biden como terroristas, haviam afirmado que miravam embarcações ligadas a Israel em apoio aos palestinos na Faixa de Gaza e vinham desafiando alertas de Washington de que haveria resposta à ofensiva.

A ofensiva ocidental a um grupo financiado pelo Irã e apoiado pelo libanês Hezbollah, também sob o auxílio iraniano, aprofunda os temores de que a guerra entre Tel Aviv e o Hamas em Gaza se transforme em um conflito regional mais amplo e arraste atores envolvidos, de Teerã a Washington.

A nova campanha é o principal teste direto dos EUA na guerra que destruiu boa parte da Faixa de Gaza e segue intensa. Antes, os americanos haviam matado o líder de uma facção iraquiana pró-Irã que promovera ataques contra bases usadas por Washington no país árabe como forma de apoiar o Hamas.

Quando o conflito estourou, Washington mandou dois grupos de porta-aviões à região, num sinal ao Irã e a seus prepostos de que reagiria caso alguém interferisse na ação de Tel Aviv.

O temor maior envolvia o Hezbollah, o mais poderoso adversário a fazer fronteira com Israel. A dissuasão, aliada a questões internas tanto no Líbano quanto no Irã, funcionou relativamente, com o envolvimento do grupo fundamentalista restrito a um maior atrito na faixa fronteiriça entre os países.

Ao menos 2.000 navios tiveram de desviar suas rotas do mar Vermelho, faixa de trânsito de 15% do comércio por embarcações no mundo. Cerca de 40% do tráfego no canal de Suez, que liga o mar ao Mediterrâneo, parou. Fretes subiram, assim como o preço do petróleo, já que a região é usada como ligação entre o golfo Pérsico e a Europa.

UOL

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