
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, alegando que o Brasil não impede importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A taxa entra em vigor na madrugada desta sexta-feira (24).
A nova tarifa se soma a taxa de 25% sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor no dia 22 de julho, e tributação de algumas mercadorias pode chegar até 37,5%.
Segundo avaliação do USTR, o Brasil e outros 53 países não proíbem nem fiscalizam de forma efetiva a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado. Para o representante, Jamieson Greer, prática prejudica empresas e trabalhadores norte-americanos.
O relatório aponta que, entre 2021 e 2025, o Brasil teria importado os seguintes produtos associados ao trabalho:
- alumínio;
- algodão;
- eletrônicos;
- baterias de lítio;
- tabaco.
Reação brasileira
Em nota, o governo brasileiro criticou a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos e classificou a medida como “arbitrária” e “injustificada”.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) informou que o Brasil apresentou ao EUA informações sobre sua legislação e os mecanismos de fiscalização para impedir a importação de produtos associados ao trabalho forçado.
O Brasil também pretende recorrer aos mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade.
*Com informações Agência Brasil




