
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (24) que o Brasil não pode exercer o papel de exportador de terras raras para o mundo, e que defende explorar os recursos minerais com pesquisa nacional.
“Nós nunca valorizamos a pesquisa, ciência e educação no Brasil. Nós não seremos exportadores de terras raras e minerais críticos, vamos resolver aqui, com pesquisa”, disse o petista durante encontro com lideranças do sistema de ciência e tecnologia na sede do SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).
Lula também destacou o nivel atual de engessamento do orçamento da União e fez um apelo ao Congresso Nacional para que desvincule os investimentos com pesquisas científicas do arcabouço fiscal.
“Aprendi que sempre temos o orçamento apertado. É como um cobertor de avião, você escolhe o que pode cobrir. Por isso temos que priorizar, temos que ter teimosia e disposição. Não se vê um único jornal reclamando de pagar R$ 1 trilhão de dívida falando que é gasto. Gasto é sempre educação né. As pessoas não gostam de investimento em pesquisa”, declarou.
Segundo o presidente, o SUS (Sistema Único de Saúde) só foi ter a importância devida após a pandemia de Covid-19: “Precisou acontecer aquela desgraça para o SUS sair de cabeça erguida, uma autoridade que salvou muita gente”.
Lula também defendeu que a pesquisa nacional seja priorizada para que o país permaneça “soberano” em relação aos cenários de guerra internacional. Afirmou que a falta de pesquisa deixa o Brasil “fora da disputa vendo Trump e Xi Jinping brigando”.
O petista voltou a defender um plano de investimentos das Forças Armadas para estabelecer “uma coisa séria” nas fronteiras com outros países e fronteiras marítimas.
“Não acredito que com tanto tamanho a gente esteja tão desprovido de defesa. Vai que um dia invadem o Brasil? Para fazer coisa boa, não precisa pensar, mas para arrumar uma loucura, um sujeito não precisa pensar tanto. Vejamos a Guerra do Paraguai, que durou cinco anos”, disse.
Mais cedo em outra agenda, afirmou que a área de defesa deve ser reforçada “para não deixar ninguém meter o nariz no país”, já que há “loucos pelo mundo querendo fazer guerra”.




