A qualidade alcançada é difícil de manter, principalmente em um contexto de diminuição do orçamento das universidades federais brasileiras. A despeito do contexto desfavorável em termos de recursos, a reitora Terezinha Domiciano ressaltou o êxito da UFPB nas recentes avaliações dos cursos de graduação.
“Temos uma equipe hoje muito focada em excelentes resultados para a UFPB. Tanto que dos 18 cursos avaliados na nossa gestão, não tivemos nenhum curso de conceito 3. Nós tivemos 50% com conceito 5 e o restante com conceito 4”, disse a reitora Terezinha Domiciano, durante a celebração desta quinta-feira.
Após a visita técnica do MEC, em julho, a graduação foi avaliada com conceito contínuo de 4, 96 (no máximo de 5), e classificada com a nota final 5, um resultado que refletiu a qualidade dos laboratórios da UFPB utilizados no curso e do hospital-escola, o Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW).
“O que era possível ser feito para que a gente pudesse demonstrar para os avaliadores, que dentro de uma universidade pública, com cortes orçamentários, com os limites que nós temos, nós temos um excelente curso”, comentou a Pró-Reitora da PRG Ana Cláudia Rodrigues. Na última avaliação realizada pelas comissões do MEC, em 2018, o curso tinha recebido o conceito 3. A próxima avaliação do governo federal ocorrerá daqui a três anos.
De acordo com o coordenador Bernardino Neto, o novo Projeto Pedagógico de Curso (PPC), aprovado no último mês de junho pelo Conselho Superior (Consepe), um dos diferenciais do atual PPC para a formação dos estudantes diz respeito à curricularização da extensão. “A gente está alinhado com as políticas nacionais, mesmo sabendo que o curso de Medicina é, por natureza, muito voltado para a extensão. Só que agora a gente vai dar uma visibilidade diferente no currículo do aluno, pela carga horária na extensão”, explicou.
*com informações da UFPB.