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Comércio cresce 0,5% em março, mas setor teme impacto de isenção

As vendas do comércio varejista brasileiro registram um desempenho positivo em março, consolidando uma tendência de crescimento acima das expectativas do mercado para o primeiro trimestre de 2026. Segundo dados analisados por Juliana Rosa, o setor apresenta uma alta de 0,5% no mês, superando as projeções que indicavam uma possível retração em decorrência da pressão inflacionária nos preços dos combustíveis.

O avanço é puxado, curiosamente, pelo segmento de combustíveis e lubrificantes, que apresenta um salto de quase 3% nas vendas. Juliana Rosa ressalta que economistas interpretam esse movimento como uma antecipação de consumo. Diante da sinalização de reajustes pela Petrobras e da instabilidade no mercado internacional, o consumidor busca abastecer os veículos antes que novos preços cheguem às bombas. Para mitigar esse efeito, o governo federal já articula subsídios diretos a produtores e importadores para segurar o valor final da gasolina.

Segmentos em alta e o impacto do crédito

Além dos combustíveis, o setor de equipamentos de informática e comunicação também registra aumento no volume de vendas, impulsionado pela digitalização contínua e pela renovação de dispositivos tecnológicos. Em contrapartida, o consumo em supermercados apresenta queda, refletindo o peso do orçamento doméstico voltado para itens essenciais em um cenário de preços de alimentos ainda sensíveis.

O impacto dos juros altos é sentido com maior clareza nos bens duráveis. As vendas de móveis e eletrodomésticos registram retração, uma vez que dependem majoritariamente de linhas de crédito e financiamentos, que permanecem caros para o bolso das famílias brasileiras. Juliana Rosa avalia que, embora o governo tente estimular o consumo, o custo do dinheiro ainda trava a recuperação plena de setores que dependem do parcelamento a longo prazo.

A disputa com o varejo internacional

Apesar dos números positivos de março, o setor produtivo nacional manifesta preocupação com a concorrência das plataformas de e-commerce internacionais, principalmente os sites chineses. A manutenção de políticas de isenção tributária para pequenas importações, a chamada “taxação das blusinhas”, é o ponto central da crítica dos lojistas brasileiros.

Para o comércio nacional, existe um desequilíbrio na competitividade. Juliana Rosa explica que, embora o acesso a produtos mais baratos seja benéfico para o poder de compra imediato do consumidor, as associações de varejo reivindicam condições de igualdade tributária.

 

BAND.COM.BR

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