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Verme causador da meningite é encontrado em caramujo

Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) identificou o verme “Angiostrongylus cantonensis”, causador de meningite eosinofílica, em um caramujo coletado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A pesquisa epidemiológica foi realizada após uma criança, de 2 anos, contrair e morrer com a doença em abril deste ano.

O Laboratório de Malacologia do instituo, que é referência nacional no estudo de moluscos, foi o responsável pela investigação. Já a coleta, em vários bairros do município, foi realizada em conjunto, entre pesquisadores do Oswaldo Cruz e profissionais da Superintendência de Vigilância Ambiental em Saúde de Nova Iguaçu.

Dos 22 caramujos analisados, apenas um estava infectado com a doença. A descoberta já foi comunicada ao Ministério da Saúde.

— O verme causador da doença foi detectado em caramujo aquático do gênero Pomacea, conhecido popularmente como lolô ou aruá. A detecção foi realizada por meio de exame parasitológico dos moluscos e sequenciamento genético do parasito — destaca o Instituto Oswaldo Cruz.

Sobre a doença:

Causada pelo verme Angiostrongylus cantonensis, a meningite transmitida por caramujos é chamada de meningite eosinofílica. Os humanos são infectados quando ingerem um caramujo ou o muco liberado por ele, que pode conter as larvas infectadas do verme.

“A população precisa estar alerta para adotar cuidados ao manusear caramujos, higienizar verduras e não ingerir esses animais crus ou malcozidos”, diz a chefe do Laboratório de Malacologia do IOC, Silvana Thiengo.

Forma de contaminação:

  • Os ratos são os hospedeiros do verme, gerando larvas nos organismos dos roedores.
  • As larvas são eliminadas nas fezes e podem ser ingeridas pelos caramujos.
  • Nos caramujos, o “parasito” adquire uma forma capaz de infectar animais vertebrados, como lagartos, sapos e peixes.

Para o responsável pelo setor de Vigilância Malacológica da região, José de Arimatea Brandão Lourenço, o bebê, de 2 anos, se infectou ao ingerir um caramujo de água doce cru. “Fizemos ações de reforço das informações para alertar a população na área para evitar novos casos.”

Vacinação

Em maio do ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), para produção nacional da vacina meningocócica ACWY conjugada, que protege contra quatro tipos de meningite.

A vacina é recomendada para adolescentes na faixa etária de 11 e 12 anos de idade em dose única, mas, recentemente, o Ministério da Saúde ampliou esta indicação para adolescentes de 13 e 14 anos de idade, com o objetivo de reduzir o número de portadores da bactéria em nasofaringe.

Atualmente, o calendário vacinal do Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda o esquema de duas doses da vacina meningocócica C conjugada aos três e cinco meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses, além de uma dose de reforço aos 12 meses.

Sintomas da meningite

Segundo o Instituto Oswaldo Cruz, a dor de cabeça é o sintoma mais comum da meningite. No entanto, rigidez da nuca e febre também são comuns em meningite eosinofilica.

Em outras formas da doença, pacientes apresentam distúrbios visuais, enjoo, vômito e sensação de formigamento ou dormência. Na maioria dos casos, o paciente se cura sem tratamento.

Apesar disso, é importante ressaltar que acompanhamento médico é importante porque o quadro de saúde pode se agravar, levando o paciente à morte.

Portal T5

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