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Vendaval, tempestade ou ciclone? Veja o que esperar do verão em 2026

O verão 2025/2026 começa no dia 21 de dezembro e deve ser marcado por temperaturas levemente acima da média e chuvas mal distribuídas, porém pontualmente intensas, segundo análises de climatologistas. A estação será influenciada pelo fenômeno La Niña, que tende a reduzir ondas de calor extremo, mas favorecer a ocorrência de tempestades.

De acordo com especialistas, a chance de ciclones extratropicais durante o verão é considerada muito baixa, já que esse tipo de fenômeno ocorre, historicamente, com maior frequência nos períodos mais frios do ano, como outono, inverno e primavera.

Ciclones no verão são raros, mas não impossíveis

A ocorrência de um ciclone extratropical em São Paulo no fim da primavera, como o registrado recentemente, é considerada raríssima. Ainda assim, especialistas alertam que as mudanças climáticas aumentam a frequência de eventos extremos, tornando previsões totalmente seguras cada vez mais difíceis.

Segundo o climatologista Francisco Aquino, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a tendência é de não haver ciclones no verão.

“Neste momento, diria que não vamos ter ciclones como o recente durante o verão. O que vivemos agora é uma transição atrasada da primavera”, afirmou.

La Niña influencia chuvas e temperatura

Análise do Centro de Gerenciamento de Emergências da Defesa Civil de São Paulo indica que o La Niña deve persistir até o fim do verão. Em anos sob sua influência, as chuvas tendem a se deslocar do Sul para o Sudeste, aumentando o risco de episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

Esses episódios podem provocar vários dias consecutivos de chuva intensa, especialmente no norte do estado de São Paulo. As precipitações, no entanto, devem ocorrer de forma concentrada e em curtos períodos, geralmente associadas à passagem de frentes frias.

Vendavais e mudanças bruscas de tempo

A influência do La Niña também pode provocar variações rápidas de temperatura, com eventuais entradas de ar mais frio, mesmo durante o verão. Fenômenos severos como tornados e ciclones são considerados menos comuns nessa estação, embora não totalmente descartados.

O coordenador do CemadenMarcelo Seluchi, ressalta que eventos raros têm ocorrido com maior frequência.

“A maior parte dos ciclones ocorre nos períodos mais frios. Um ciclone em dezembro é muito raro, mas hoje temos eventos raros acontecendo com mais frequência”, afirmou.

Já a climatologista Karina Lima, da APEC-Brasil, faz um alerta direto:

“Vendaval é até comum. Ciclone, acho possível também”, disse.

Resumo do que esperar do verão

  • Temperaturas acima da média, sem calor extremo persistente;

  • Chuvas irregulares, porém intensas em curto período;

  • Tempestades e vendavais mais prováveis;

  • Baixa probabilidade de ciclones, mas com atenção a eventos extremos;

  • Influência do La Niña até o fim da estação.

Thyago Lúcio – Portal Paraíba.com.br

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