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Secretaria de Saúde inicia distribuição de vacinas da dengue para 14 cidades da Paraíba

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) distribui, nessa quinta-feira (15), para 14 cidades da Paraíba, o primeiro lote da vacina contra a dengue (Qdenga) com 37.040 doses do Ministério da Saúde (MS). As doses chegaram ao Estado nessa segunda-feira (12). A informação foi divulgada no dia 25 de janeiro pelo portal Paraíba.com.br.

A população alvo para a vacinação são crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, cuja faixa etária tem alto número de hospitalização por dengue. O esquema será de duas doses com intervalo de três meses entre elas. O quantitativo a ser recebido será direcionado para a primeira dose do esquema preconizado.

De acordo com o Núcleo de Imunizações da SES, às 9h, um alinhamento técnico para operacionalização da vacinação com os coordenadores de imunização e operadores de sistema de informação dos 14 municípios que compõem a 1ª Região de Saúde da Paraíba: João Pessoa, Santa Rita, Cabedelo, Bayeux, Conde, Caaporã, Sapé, Alhandra, Pitimbu, Cruz do Espírito Santo, Lucena, Mari, Riachão do Poço e Sobrado.

As regiões selecionadas atendem a três critérios: são formadas por municípios de grande porte, com mais de 100 mil habitantes; registram alta transmissão de dengue no período 2023-2024; e têm maior predominância do sorotipo DENV-2. Conforme a lista, 16 estados e o Distrito Federal têm cidades que preenchem os requisitos.

 

Imagem: Secom-PB

Morte por dengue

A Paraíba registrou o primeiro óbito por dengue no ano de 2024. A informação foi antecipada em primeira mão ao programa 60 Minutos, do Sistema Arapuan de Comunicação na noite desta quarta-feira (14) pelo secretário de Estado da Saúde, Jhony Bezerra.

Segundo o secretário, o óbito confirmado é de uma jovem, de 24 anos, residente na cidade de Camalaú, no Cariri paraibano. Ainda de acordo com Jhony Bezerra, existe um outro caso, na cidade de Sapé, que está sob investigação para chikungunya.

Quais são os sintomas da dengue?

Febre alta (acima de 38°C), dor no corpo e articulações, dor atrás dos olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo são os sintomas mais comuns. No entanto, a infecção por dengue também pode ser assintomática ou apresentar quadros leves.

Dengue ou gripe: saiba como diferenciar

Febre, dor de cabeça, mal-estar e fraqueza. Esses são alguns sintomas comuns de várias doenças, a exemplo da dengue e da gripe. Então, como diferenciar as duas enfermidades? Antes, é importante saber que, embora sejam igualmente causadas por vírus, a transmissão dessas doenças ocorre de maneiras diferentes.

Dengue

  • Febre alta;
  • Dor no corpo e nas articulações;
  • Dor atrás dos olhos;
  • Mal-estar;
  • Dor de cabeça;
  • Manchas vermelhas no corpo.

Os sinais de alarme da doença são caracterizados principalmente por:

  • Dor abdominal intensa e contínua;
  • Vômitos persistentes;
  • Acúmulo de líquidos;
  • Sangramento de mucosa;
  • Irritabilidade.

Gripe

  • Febre;
  • Coriza;
  • Dor de garganta;
  • Tosse;
  • Dor no corpo;
  • Dor de cabeça;
  • Dores articulares;
  • Diarreia;
  • Vômito;
  • Fadiga;
  • Prostração;
  • Rouquidão;
  • Olhos avermelhados e lacrimejantes.

Proteção e eliminação do foco do mosquito

O verão é um período de intensas chuvas e altas temperaturas. Essa combinação, agravada pelos efeitos das mudanças climáticas e do fenômeno El Niño, torna a época favorável para o aumento da reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, chikungunya e Zika.

Algumas medidas simples podem ser implementadas na rotina. Confira 10 passos que ajudarão a você proteger sua família contra o mosquito vetor:

  • Tampe caixas d’água, ralos e pias;
  • Higienize bebedouros de animais de estimação;
  • Descarte pneus velhos junto ao serviço de limpeza urbana de sua cidade. Caso precise guardá-los, mantenha-os em local coberto, protegidos do contato com a água;
  • Retire a água acumulada da bandeja externa da geladeira e bebedouros e lave-os com água e sabão;
  • Limpe as calhas e a laje da sua casa e coloque areia nos cacos de vidro de muros que possam acumular água;
  • Coloque areia nos vasos de plantas;
  • Amarre bem os sacos de lixo e não descarte resíduos sólidos em terrenos abandonados ou na rua;
  • Faça uma inspeção em casa pelo menos uma vez por semana para encontrar possíveis focos de larvas;
  • Sempre que possível, faça uso de repelentes e instale telas, especialmente nas regiões com maior registro de casos;
  • Receba bem os agentes Comunitários de Saúde e de Controle de Endemias que trabalham em sua cidade.

Cuidados individuais

O Ministério da Saúde também recomenda as seguintes medidas de proteção individual:

  • Proteger as áreas do corpo em que o mosquito possa picar, com o uso de calças e camisas de mangas compridas;
  • Usar repelentes à base de DEET (N N-dietilmetatoluamida), IR3535 ou de icaridina nas partes expostas do corpo. Também pode ser aplicado sobre as roupas. O uso deve seguir as indicações do fabricante em relação à faixa etária e à frequência de aplicação. Deve ser observada a existência de registro em órgão competente. Repelentes de insetos contendo uma das três substâncias acima são seguros para o uso durante a gravidez, quando aplicados de acordo com as instruções do fabricante. Em crianças menores de 2 anos de idade, não é recomendado o uso de repelente sem orientação médica. Para crianças entre 2 e 12 anos, usar concentrações até 10% de DEET, no máximo três vezes ao dia;
  • A utilização de mosquiteiros sobre a cama, a instalação de telas em portas e janelas e, quando disponível, o ar-condicionado também são recomendados.

PARAÍBA.COM

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