O líder trabalhista disse que dará apoio total ao partido, que agora “herdará uma Grã-Bretanha mais forte e justa do que aquela que herdei há dois anos”. Em tom de despedida, agradeceu colegas, amigos e servidores públicos, e afirmou que pretende dedicar mais tempo à família:
“Quero ser o melhor marido possível para minha fantástica esposa e o melhor pai para meus lindos filhos, que são meu orgulho. A questão que meu partido faz agora é se sou a melhor pessoa para nos conduzir à próxima eleição geral. Ouvi a resposta do meu partido parlamentar e a aceito com humildade.”
22 de junho de 2026: O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, fala em frente ao número 10 da Downing Street após a vitória decisiva de Andy Burnham na eleição suplementar de Makerfield na semana passada. — Foto: REUTERS/Jaimi Joy
A pressão contra Starmer vinha aumentando há meses e se intensificou ainda mais essa semana, depois que Andy Burnham, o principal rival trabalhista de Starmer, conquistou uma cadeira no Parlamento britânico na quinta‑feira (19), abrindo caminho para um desafio à liderança do pressionado primeiro-ministro .
A vitória reacendeu a esperança entre parlamentares trabalhistas de que Burnham, conhecido por suas habilidades de comunicação, possa revitalizar o partido, que perdeu apoio sob a liderança de Starmer.
No dia 18 de maio, Starmer afirmou que seu tempo como líder do país não havia acabado e que não abandonaria o cargo.
“Não vou desistir”, disse Starmer.
Questionado se seu mandato como primeiro-ministro havia terminado, Starmer, respondeu que não. “Precisamos mostrar que podemos reverter a situação”, comentou o político.
Como será escolhido o sucessor?
Qualquer candidato que deseje substituir Starmer precisaria garantir o apoio de 20% dos membros trabalhistas do parlamento. Como o Partido Trabalhista detém atualmente 403 cadeiras, isso equivale a 81 parlamentares, incluindo o desafiante.
Os candidatos também devem atingir determinados níveis de apoio das organizações de base do Partido Trabalhista e de organizações afiliadas, como sindicatos.
Se apenas um candidato atingir o limite de apoio necessário, não há votação: o candidato é eleito sem oposição como líder do Partido Trabalhista e torna-se primeiro-ministro.
Caso haja mais de um candidato qualificado, o vencedor será decidido por votação de todos os membros e afiliados do Partido Trabalhista.
G1