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Porta-voz das Forças de Defesa de Israel, nascido no Brasil, detalha ataques do Hamas e Irã e como o País vem se preparando para as respostas

Em entrevista exclusiva ao portal PB Agora nesta terça-feira (16), o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI) Rafael Rozenszajn, que por ventura é nascido no Brasil, comentou sobre os recentes ataques terroristas que Israel vêm sofrendo e como as forças de defesa Israelenses com repelindo. Segundo Rafael, os militares israelenses estão preparados para todos os cenários e tomarão as medidas necessárias diante do ataque por parte do Irã, ocorrido no último sábado (13).

Perguntado como se deu seu ingresso nas forças armadas de outro país e sua ascensão a tal cargo, ele respondeu: “Nasci no Rio de Janeiro, lugar ao qual sou muito grato por ter recebido de braços abertos meu avô, depois de passar os horrores do holocausto na Europa. Aos 21 anos emigrei para Israel, estudei direito na Universidade de Tel Aviv, fiz mestrado na Universidade de North Western em Chicago, e ao terminar meus estudos comecei meu serviço militar, onde atuo 15 anos como oficial em diversas áreas, no âmbito jurídico. Entre outros cargos, atuei como Promotor militar, Advogado da Marinha e Advogado do Comando Central. Após o ataque de 7 de outubro, fui convocado para atuar como porta-voz das IDF, podendo ajudar na guerra contra a desinformação e as narrativas enganosas sobre o conflito”, disse Rozenszajn.

Sobre esse tema ‘guerra contra a desinformação’, ele lembra que essa não é missão fácil, mas é necessária. “O ataque do Hamas em 7 de outubro deixou claro o objetivo dos terroristas – eliminar o Estado de Israel. A desinformação sobre a essência deste conflito, influencia a legitimidade das IDF para desmantelar o grupo terrorista Hamas (um dos objetivos de Israel na Guerra)”, comentou.

Questionado como descreve o ataque de 7 de outubro do ano passado a Israel promovido pelo grupo terrorista conhecido como Hamas, o porta-voz da FDI, respondeu: “O ataque do Hamas foi o maior ataque terrorista da história moderna. Centenas de terroristas invadiram o território israelense, entraram em uma festa no sul de Israel e em 20 comunidades. Assassinaram 1200 pessoas, sequestraram 240 e deixaram mais de 5500 feridos. A grande maioria civis. Pessoas foram tiradas de suas camas, alguns queimados vivos, outros decapitados, mulheres estupradas, casas incendiadas, e tudo foi registrado pelas câmeras GoPro adaptadas nos capacetes dos próprios terroristas. Para se ter ideia das proporções desse ataque, a cada Mil Israelenses, um foi afetado diretamente por esse ataque. A cada Mil Israelenses, um foi sequestrado, assassinado ou ficou ferido nesse ataque. É muito difícil encontrar uma família aqui em Israel que não tem um amigo, parente ou conhecido que foi afetado diretamente no ataque”, disse Rafael.

Indagado como avalia a imagem de Israel no mundo, após a resposta que está sendo posta em prática na Faixa de Gaza que é controlada pelo grupo terrorista Hamas, onde foi perguntado se tal resposta não estaria sendo forte demais, Rozenszajn respondeu com uma avaliação em quatro fatores:

• Primeiro, essa Guerra é travada em um ambiente urbano e não numa zona de combate nas fronteiras;

• Segundo, a Faixa de Gaza é um dos lugares mais densamente populosos do mundo, com uma área de 365 Km2 e uma população de mais de 2 milhões de habitantes;

• Terceiro, essa guerra é travada em diversas frentes, com o Hezbollah atacando Israel pelo Libano, os Hutis pelo Yemen e o Hamas na Faixa de Gaza. Isso sem falar da ofensiva do maior patrono terrorista do mundo – Irã – lançando centenas de misseis de seu território em direção ao estado de Israel.

• O quarto fator, e talvez o mais importante, que torna esta Guerra muito complexa, é o fato de ser uma Guerra Assimétrica, ou seja, travada entre um Estado democrático de direito, que respeita todas as normas do direito internacional, e grupos terroristas que não tem nenhum compromisso com o direito internacional.

Outro questionamento do portal se deu no tocante ao ataque sábado (13), do Irã contra o território israelense: “O Irã é a principal força desestabilizadora no Oriente Médio. O Irã financia, treina e fornece conhecimento militar e armamentos para os grupos terroristas em todo o Oriente Médio, e além. Desde o início da guerra, o Irã escondeu-se atrás dos seus representantes terroristas – O Hamas apoiado pelo Irã iniciou esta guerra em 7 de outubro; apoiado pelo Irã, o Hezbollah expandiu esta guerra em 8 de outubro; e desde então milícias apoiadas pelo Irã no Iraque e na Síria atacaram Israel; e os Hutis apoiados pelo Irã no Iémen, expandiram isto para um conflito global. No dia 13 de abril o Irã revelou sua verdadeira face, com uma ofensiva direta contra Israel. O Irã disparou cerca de 350 mísseis balísticos, aviões não tripulados e mísseis de cruzeiro (teleguiados) em direção a Israel, num ataque coordenado em grande escala, com aproximadamente 60 toneladas de ogivas e materiais explosivos (para se ter ideia, 100 Kg de explosivos é suficiente para destruir um prédio de 16 andares. O ataque do Irã tinha capacidade de destruir 600 prédios em Israel, se os misseis não fossem interceptados!). É evidente que este ataque sem precedentes demonstra como o regime do Irã representa uma ameaça não só para Israel, mas para todo o Oriente Médio, e para o mundo em geral. Continuaremos a resistir à ameaça iraniana, em todas as frentes, e estamos preparando uma ampla gama de planos de ação – defensivos e ofensivos.”

PB Agora

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