Alceu Valença completa 80 anos em 2026 e anuncia turnê “80 Girassóis”

“80 Girassóis” Isso mesmo: Alceu Valença reuniu a imprensa nacional para anunciar a turnê que celebra os 80 anos do artista, que percorrerá dez capitais em 2026.A coletiva aconteceu em São Paulo, em seu canal do Youtube Antes da conversa, Alceu cantou duas canções com a banda.
E para surpresa de todos e dos leitores do MaisPB, a moça bonita que sentou ao seu lado durante a entrevista, foi a atriz paraibana Isadora Cruz.
Foto: Alceu e Isadora Cruz
Com o show, ele percorrerá dez capitais do Brasil a partir de março: Rio de Janeiro (14/03), Porto Alegre (21/03), São Paulo (28/03), Salvador (10/04), Curitiba (25/04), Brasília (09/05), Fortaleza (23/05), Belém (30/05) e Belo Horizonte (13/06). Tomara que João Pessoa entre na rota.
No palco, Alceu estará acompanhado de Tovinho (teclados e direção musical), Cássio Cunha (bateria), Zi Ferreira (guitarra), Nando Barreto (baixo), André Julião (sanfona), Costinha (flautas), além de contar com a participação de Lui Coimbra (violas e violoncelo) e Natalia Mitre (percussão).
“80 Girassóis” é mais que uma turnê. Além das apresentações, o megaprojeto levará a algumas cidades atividades como exposição de artes plásticas e mostra de filmes para celebrar a vida e a obra de autor de Morena Tropicana, em grande estilo.
O artista cultiva as sonoridades do Nordeste e levou sua obra para todo Brasil, cujas plateias numerosas o aplaudem der pé. Canções como “Anunciação”, “Tropicana”, “Belle de Jour”, “Como Dois Animais” e “Coração Bobo” “Espelho Cristalino”, são alguns clássicos que estão no setlist.
Conquistando gerações, desde a década de 1970 até os dias atuais, Alceu é a saga musical de si mesmo, que começou com “Papagaio do Futuro”, defendida por Alceu, Geraldo Azevedo e Jackson do Pandeiro no Festival Internacional da Canção, chamada por Jackson de “a embolada do ano dois mil”.
Confere aqui um pouco da conversa com o artista que soma 200 milhões de acessos no Spotify, com “Anunciação” que é cantada em estádios dentro e fora do Brasil, enquanto “Belle de Jour” possui mais de 300 milhões de visualizações no YouTube. “Tropicana” ultrapassa a marca de 100 milhões de ouvintes no Spotify. Alceu é foda.
Alceu, 80 Girassóis, uma carreira brilhante, se você se encontrasse com você no início da carreira, você jovem, o que diria?
Alceu Valença – Que eu sou jovem. Eu vivo na embolada do tempo, presente, passado e futuro, tudo ao mesmo tempo, porque toda pessoa que vive no planeta, ela está projetando alguma coisa, você é o fruto das suas memórias e está no aqui e agora. Pra mim o tempo em si não tem fim, não tem começo.
– O tempo é senhor de si, né Alceu?
Alceu Valença – Tempo é segredo, senhor de rugas e marcas e das horas abstratas quando paro para pensar. Mas olha, tem umas operações plásticas que fazem agora, são geniais. Outro dia, vi um cara que tem 78 anos e se desse 54 anos, estava se dando muito bem. Infelizmente eu não posso fazer plástica, porque terei que passar 15 dias dormindo com a cabeça pra cima e eu não consigo.
– Como aconteceu a escolha do repertório da turnê 80 Girassóis?
Alceu Valença – Eu já escolhi há muito tempo. Eu tenho um celular e isso facilita. Antigamente eu fazia escrevendo. Escrevo muito no aplicativo de Notas. Quando eu viajo para fora do Brasil, aproveito e escrevo poesias. Tem uma narrativa cinematográfica que uma canção que liga a outra. Se eu cantar Girassol eu vou colocar essa canção junto com Flor de Tangerina, que fala de um amor que foi embora e nunca mais voltou.
– A gente vive hoje nessa onda de redes sociais, que todo mundo está no feed, no algoritmo, e é quase um copiando o outro e a autenticidade está perdida Você é um artista e seu trabalho é puro suco de autenticidade, misturado com a sua teimosia, suas origens – qual o conselho que você daria para quem quer se conectar com sua obra de novo?
Alceu Valença – Seja você. Um dia eu coloquei um violão nas costas e minha mãe disse que eu estava parecendo com Juca Chaves. “Tire esse violão das costas, seja você mesmo”, disse ela

– O jornalista carioca Julio Moura (autor da biografia “Pelas ruas que andei: uma biografia de Alceu Valença”, lançado em 2023) que está do seu lado há muitos anos, escreveu sua biografia. Houve algum tipo de ingerência no trabalho dele, escreveram a quatro mãos?
Alceu Valença – Eu falo demais, né? Como Julio trabalha com a gente, a gente conversava muito e ele ficou sabendo de tudo, ao longo de muitas viagens. Ele conheceu a minha terra, Santo Bento do Una, conheceu de perto a cultura que eu vivenciei. Júlio foi muitas vezes para o carnaval de Olinda, que é outra vertente. Ele foi conhecendo muitas histórias minhas, pessoas que conviveram comigo e aí foi escrevendo. Ele não me mostrava nada.
– No seu universo livre, é impossível não lembrar de Hermeto Pascoal, teve um encontro que aconteceu, ou não aconteceu…
Alceu Valença – Eu cantei uma música dele, ´Curiama´. Uma pessoa maravilhosa, um artista incrível e genial. Não tivemos convivência.
MaisPB




