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Pesquisadores da UFPR descobrem espécies de besouro que podem ajudar polícia a solucionar crimes

Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) descobriram duas novas espécies de besouros que podem ajudar a polícia a solucionar crimes.

As espécies identificadas — chamadas de Aleochara capitinigra e Aleochara leivasorum — são parasitas de pupas de moscas necrófagas, ou seja, que se alimentam de cadáveres. No ciclo de vida da mosca, a pupa é o estágio entre a fase de larva e a adulta.

Quando a mosca está passando por essa metamorfose, a pupa se forma na camada externa da pele dessas larvas. O besouro abre um buraco nessa superfície, depois o fecha e se alimenta da pupa.

Ao localizar um cadáver, as moscas iniciam a colonização colocando ovos, de onde saem larvas que se alimentarão do corpo. A presença das larvas de moscas serve como um atrativo para os besouros estudados pelo grupo.

A pesquisadora Bruna Buss, envolvida na descoberta, explica que os besouros encontrados são bem pequenos, com cerca de 2 a 4 milímetros.

“As famílias [de besouros] têm vários indivíduos de diversos tamanhos. Têm alguns de cinco ou seis milímetros. Esses que eu trabalho têm de dois a quatro milímetros de comprimento, então são bem pequenininhos, menos de um centímetro”, afirma.

Os dados da pesquisa podem auxiliar, por exemplo, a esclarecer quanto tempo o cadáver ficou exposto, se ele foi movimentado ou, ainda, o tipo de morte – envolvendo ou não o uso de produtos tóxicos.

Como insetos podem ajudar em investigações?

Segundo a ciência forense, insetos que participam do processo de decomposição de cadáveres podem ajudar em situações como:

  • um suspeito pode ser incriminado se espécies iguais de insetos forem achadas no corpo e nas roupas ou veículos dele;
  • espécies diferentes no corpo e no ambiente onde o cadáver foi encontrado podem indicar locais diferentes do crime e de desova;
  • muitas larvas de insetos em partes do corpo que comumente não servem para oviposição sugerem presença de feridas.

Descobertas

As descobertas são do grupo de pesquisa “Biodiversidade de Staphyliniformia (Insecta, Coleoptera)”, cujo objetivo é conhecer a biodiversidade de alguns grupos de besouros, principalmente registrados no Brasil.

A pesquisa é conduzida desde 2010 no Setor Palotina da UFPR.

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