
Ativistas palestinos e israelenses acompanharam proprietários de terras palestinos em suas propriedades ameaçadas por colonos israelenses na sexta-feira (14), em Beit Sahour, na Cisjordânia ocupada por Israel.
Centenas de milhares de israelenses vivem em assentamentos em território capturado por Israel na guerra de 1967 e reivindicado pelos palestinos como parte de um futuro Estado independente.
A ação teve como objetivo apoiar e proteger os proprietários palestinos. Segundo Rana Salman, diretora executiva da Combatentes pela Paz, os proprietários estavam sendo impedidos de acessar, cultivar e cuidar de suas terras.
Durante a ação, colonos israelenses armados portando bandeiras foram vistos discutindo com os ativistas. Forças israelenses também estavam presentes no local. Imagens da Reuters mostram os ativistas abaixados, tentando se proteger dos disparos de munição real feitos por colonos israelenses. Em outros registros, colonos armados aparecem observando o grupo e segurando uma bandeira de Israel.
Em uma das propriedades, uma casa que havia sido tomada anteriormente por colonos aparece com bandeiras israelenses no local onde, anteriormente, estavam bandeiras palestinas.
Em Qusra, moradores estão cercados por colonos
Em Qusra, vilarejo localizado próximo a Nablus cidade da Cisjordânia, colonos cercaram casas de famílias palestinas e bloquearam a entrada e a saída dos moradores, além de interromper o fornecimento de água e eletricidade.
Segundo a Reuters, cerca de 15 palestinos, incluindo crianças, ficaram presos nas residências durante o cerco, que já durava quase uma semana. Além disso, soldados israelenses estavam presentes na região e que tropas entraram em algumas das casas cercadas.
O episódio em Qusra ocorre em meio ao aumento das tensões entre palestinos e colonos israelenses na Cisjordânia ocupada.
A disputa envolve também o controle de terras e a expansão dos assentamentos israelenses na região. Segundo grupos de direitos humanos citados pela Reuters, o cerco em Qusra faz parte de uma estratégia mais ampla de colonos para consolidar áreas entre assentamentos e ampliar o controle territorial.
Disputa por terras e expansão dos assentamentos
Centenas de milhares de israelenses se estabeleceram entre milhões de palestinos em terras que Israel capturou na guerra de 1967. Os palestinos reivindicam essas áreas como o núcleo de um futuro Estado independente.
Órgãos da ONU, palestinos e a maioria dos países consideram os assentamentos ilegais segundo as convenções internacionais e um grande obstáculo à paz. Israel contesta a ilegalidade dos assentamentos e afirma que a presença judaica na Cisjordânia existe há milhares de anos.
A Cisjordânia abriga cerca de três milhões de palestinos e 500 mil colonos. Segundo o grupo israelense de monitoramento dos assentamentos Peace Now, existem cerca de 146 assentamentos na região, além de 390 postos avançados menores.
A violência envolvendo colonos também aumentou. Segundo dados das Nações Unidas, 18 palestinos foram mortos em incidentes ligados a ataques de colonos neste ano, em comparação com 17 em todo o ano de 2025.
SBT News





