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Não é possível saber se “tio Paulo” morreu antes ou depois de chegar ao banco, diz laudo

O laudo da necrópsia de Paulo Roberto Braga, de 68 anos, não é conclusivo sobre o horário da morte do idoso, levado para uma agência bancária nesta terça-feira (16) pela cuidadora Érika de Souza Vieira Nunes. O objetivo era que ele assinasse um empréstimo de R$ 17 mil que já estava aprovado.

Segundo o perito, não há elementos seguros, do ponto de vista técnico e científico, para afirmar se “tio Paulo”, como era chamado por Érika, “faleceu no trajeto ou interior da agência bancária, ou que foi levado já cadáver” ao banco.

“Apesar das técnicas mais modernas, não pode o perito consciente de suas responsabilidades estabelecer com precisão determinada hora como aquela que ocorreu a morte. No máximo, deve fazer uma aproximação tão segura quanto possível, que inclua o real momento da morte”. Desta forma, a necropsia se iniciando as 11:30h do dia 17/04/2024, o perito pode afirmar que o óbito ocorreu entre 10,5h à 24 horas em relação ao momento da necropsia, sendo assim entre 11:30h do dia 16/04/2024 e 01:00h do dia 17/04/2023″, diz o laudo.

Analisando a rigidez do corpo, o perito disse, porém, que não se opõe à hipótese de que Paulo Braga tenha morrido em algum momento entre o momento da filmagem e 7 horas antes. O documento ressalta, ainda, que o exame do médico do Samu na agência, constatando a morte de Paulo, notou livores cadavéricos, que são manchas que podem aparecer de 30 minutos a 4 horas após o óbito.

O legista Leonardo Dias Ribeiro, que assina o laudo, ressaltou que Paulo Braga estava “caquético”, usava fraldas, tinha sinais de escaras (feridas por tempo acamado) e sinais de broncoaspiração de comida, de congestão pulmonar e de falência cardíaca por doença prévia. O idoso ficou internado na UPA de Bangu com pneumonia, com suporte de oxigênio entre os dia 8 e 15 de abril.

“O exame demonstra cadáver de um homem previamente doente com necessidades de cuidados especiais com morte por broncoaspiração do conteúdo estomacal e falência cardíaca”, diz o laudo.

Também foram coletados conteúdo do estômago e amostra de sangue para realização de exame toxicológico. O objetivo é “determinar se houve fator externo contribuinte para a morte com drogas”.

Um corpo na agência bancária

Erika de Souza Vieira Nunes foi detida na terça-feira (16), após tentar concluir um empréstimo em nome de Paulo Roberto Braga, em Bangu, no Rio de Janeiro.

De acordo com informações da Polícia Civil, a acusada chegou a uma agência bancária com o homem, já inerte, em uma cadeira de rodas, e afirmou que ele estava apenas doente. No local, ela tentou simular a assinatura dele para poder receber o valor do empréstimo, que já tinha sido aprovado.

A mulher, presa em flagrante, deve passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (18).

Portal T5

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