
Maria Bethânia completa 80 anos nesta quinta-feira (18), como uma das vozes mais marcantes da história da música brasileira. Ao longo de mais de seis décadas de carreira, a cantora baiana ajudou a construir a identidade da Música Popular Brasileira, tornando-se referência de interpretação, presença de palco e escolha musical.
Segundo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), Bethânia acumula 19 obras musicais autorais e impressionantes 2.059 gravações cadastradas. Sua capacidade de habitar diferentes gêneros, da MPB ao samba, do baião ao rock, reflete uma artista que nunca se limitou a um único universo sonoro.
Irmã de Caetano Veloso, com quem divide raízes na contracultura dos anos 1960, Bethânia construiu trajetória própria. Foi ela quem, aos 18 anos, substituiu Nara Leão no show Opinião, em 1965, revelando ao país uma intérprete de rara intensidade. De lá para cá, consolidou um repertório que vai de composições dos irmãos Roberto e Erasmo Carlos a clássicos de Dona Ivone Lara e Almir Sater.
Entre as músicas mais ouvidas nos últimos cinco anos, segundo levantamento do Ecad, “Brincar de Viver” lidera com folga, seguida por “Gostoso Demais” e “Fera Ferida”. O recorte revela uma artista que ainda dialoga com novas gerações, com faixas atravessando décadas sem perder frescor.
Aos 80 anos, Maria Bethânia permanece em plena atividade artística, sinônimo de entrega e autenticidade. Sua trajetória é, antes de tudo, um espelho da própria música brasileira: plural, intensa e impossível de ignorar.
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