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Mangabeira completa 41 anos de fundação nesta terça-feira; data será comemorada com uma grande festa

O bairro de Mangabeira completa, nesta terça-feira, (23), 41 anos de fundação. A data será marcada com um grande festa que será realizada em em Frente a Casa da Cidadania e está sendo organizada pelas lideranças comunitárias Jorge Neves e edson Cruz.

Entre a programação está a apresentação de Trio pé de serra, Grupo de Idosos em Ação, Grupo Arco Iris, Grupo Xadado do SESC, Banda 5 de Agosto, dentre outras.

A Caravana de Cuidar também vai estar presente oferecendo diversos atendimentos à população. Também haverá homenagens às pessoas que contribuíram com o desenvolvimento do bairro.
À noite terá apresentação da Banda Tuaregs e da cantora, Danieze Santiago.

O bairro de Mangabeira é conhecido pelo comércio diversificado, com lojas e serviços de todos os tipos, que funcionam de domingo a domingo, e por abrigar ambientes importantes, como restaurantes populares, complexo hospitalar, centros de saúde, distrito sanitário, penitenciárias, sedes de órgãos públicos municipais, estaduais e federais, escolas públicas e particulares, shopping center, universidade, faculdades, mercado e ferias livres.

 

Veja o artigo de  João Bosco F. Oliveira – do economista e especialista em Gestão Pública.

 

A “cidade” de Mangabeira

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Sempre considerei Mangabeira uma “cidade” que se estabeleceu dentro de outra cidade, a nossa capital João Pessoa. Hoje, o bairro celebra seus 41 anos de fundação. Essa é a data oficial adotada pelos moradores, e devemos respeitar a escolha deles. Coincide com a entrega do primeiro conjunto habitacional, o Mangabeira I, construído sob a gestão da CEHAP, que na época contava com 3.238 unidades. As casas, com 1, 2 e 3 quartos, foram edificadas em grandes lotes, ideais para ampliações, e variavam entre 27 e 32 m² de área construída.

Atualmente, o bairro tem uma população de aproximadamente 90 mil habitantes, distribuídos em um território de 1.100 hectares. O censo do IBGE, que está em fase de conclusão, trará em breve novos dados sobre a população da capital e do bairro.

Se fosse uma cidade, Mangabeira seria a sexta em população, atrás apenas de João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Patos e Bayeux. Com base nessa população estimada e mantendo o valor médio do PIB per capita de João Pessoa, a riqueza de Mangabeira seria de cerca de R$ 2,3 bilhões. Com esse PIB total, estaria na terceira posição entre as cidades do estado da Paraíba.

Quando me mudei para João Pessoa em junho de 1981, para assumir um cargo gerencial e fundar o extinto Banco Nacional da Habitação (BNH), as obras do conjunto habitacional já estavam em andamento, num ritmo acelerado. Ainda em Recife, em 1980, participei do início das obras e, já morando aqui, vi de perto as casas sendo construídas, as ruas sendo demarcadas e as primeiras áreas onde seriam construídas as principais praças e o Mercado Público, a instalação mais importante para os moradores do bairro.

Ainda no BNH, devido à minha forte ligação com a diretoria do banco — na época em que o saudoso governador Antônio Mariz era diretor e tinha em seu gabinete o seu inseparável amigo e assessor paraibano, Cláudio de Paiva Leite —, consegui remanejar recursos orçamentários e financeiros de sobras de contratos para que Mangabeira fosse equipada com diversas instalações comunitárias, já que um conjunto que nascia grande não poderia ser privado de escolas, praças, mercados, delegacias e postos de saúde.

Com grande alegria e amor por esta terra, participei e testemunhei a entrega das 3.238 casas pelo governador Wilson Braga, na presença do ministro do Interior, Mário Andreazza, e do presidente da CEHAP, José Teotônio. Ainda como técnico do BNH (órgão extinto em novembro de 1986), participei da construção das demais etapas, especialmente do Mangabeira II (3.020 unidades), Mangabeira III e IV (2.000 unidades) e outros conjuntos como a primeira etapa do Valentina de Figueiredo (4.401 unidades).

Dizem que Mangabeira hoje tem o comércio mais pujante do nosso estado, e concordo, pois no bairro encontramos de tudo e em abundância: agências bancárias, pequenas, médias e grandes empresas, shopping de alto padrão, clínicas e hospitais, casas de shows e recepções, igrejas e templos religiosos, feiras e outros mercados públicos. Nada falta por lá. E ainda há muito território e comércio a ser explorado.

Digo sem medo: Mangabeira é desejada e está pronta para receber “novos imigrantes”, para empreender e morar, pois sua localização estratégica permite uma mobilidade em todos os sentidos da cidade, conectando-se a outros bairros ou direcionando-se a outras cidades. O bairro tem vida diurna e noturna próprias, e seus moradores não precisam sair de lá para encontrar a felicidade.

Há 41 anos, não imaginávamos que Mangabeira seria tão promissora. E o futuro ainda reserva muitas novidades.
Se fossemos considerar a origem de Mangabeira a partir da aquisição do terreno, seriam mais velinhas para apagar, pois a Fazenda Mangabeira foi adquirida nos anos 70 e as obras iniciadas em 1980. Mas como eu disse, devemos respeitar os moradores (em especial os desbravadores e as lideranças) que chegaram para ocupar com suas famílias as primeiras casas em 23 de abril de 1983 e acreditaram que ali era o início de uma longa jornada.

Muita coisa boa ainda vai acontecer em Mangabeira e espero continuar fazendo parte da sua história.

Feliz aniversário Cidade de Mangabeira!

 

PARAÍBA.COM

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