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Lula quer conversar com primeiro-ministro da Espanha sobre racismo contra Vini Jr.

Governo brasileiro tem exigido que autoridades espanholas investiguem crimes de ódio praticados contra o atleta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer conversar com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, sobre os casos de racismo praticados contra Vinícius Jr., atleta do Real Madrid e da seleção brasileira. O episódio mais recente ocorreu no último fim de semana, quando ele foi chamado de macaco por torcedores do Valencia. O governo brasileiro espera que o contato entre os dois ocorra até o fim desta semana.

Após o episódio, o governo pediu às autoridades da Espanha que investiguem o caso e punam os responsáveis pelas ofensas. Como Vini Jr. tem sido vítima de racismo de forma recorrente na Espanha, o Palácio do Planalto decidiu entrar em campo para exigir uma atuação mais séria do país europeu contra os casos que têm acontecido no futebol local.

Lula condenou o ataque mais recente contra o atleta brasileiro e cobrou providências da liga espanhola de futebol profissional, a LaLiga, e também da Fifa. Segundo o presidente, “não é possível que, quase no meio do século 21, a gente tenha o preconceito racial ganhando força em vários estádios de futebol”.

“Não é justo que um menino pobre, que venceu na vida, que está se transformando possivelmente em um dos melhores jogadores do mundo, seja ofendido em cada estádio a que comparece”, disse Lula em entrevista a jornalistas no Japão, onde participou da cúpula do G7, no fim de semana.

“É importante que a Fifa, que a liga espanhola, que a liga de outros países tomem sérias providências, porque não podemos permitir que o fascismo e o racismo tomem conta dos estádios de futebol”, completou o presidente.

O premiê da Espanha também condenou os ataques a Vini Jr. “Tolerância zero com o racismo no futebol. O esporte se fundamenta nos valores da tolerância e do respeito. O ódio e a xenofobia não devem ter lugar no nosso futebol e na nossa sociedade”, escreveu Pedro Sánchez em uma rede social.

Segundo ele, o Conselho Superior do Esporte da Espanha, principal instituição do tema no país, deve propor à Federação Espanhola de Futebol e à LaLiga “o desenvolvimento de uma campanha de conscientização dirigida às torcidas e também ações pontuais para lutar contra a praga do racismo e a xenofobia e para combater os discursos de ódio no esporte”. De acordo com Sánchez, os capitães dos times serão convidados a participar.

R7

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