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Lei Global Magnitsky: o que é, como funciona e quem pode ser punido

Lei Global Magnitsky, aprovada pelos EUA em 2016, permite punir autoridades, empresários e empresas envolvidas em corrupção grave ou violação de direitos humanos, mesmo que o crime tenha ocorrido fora dos EUA. A lei é usada pelos governos americano, britânico, canadense, europeu e australiano para impor sanções financeiras e restrições de visto a indivíduos estrangeiros.

Em 2024, os EUA aplicaram sanções a 70 pessoas e entidades, elevando o total para mais de 740 alvos sancionados desde a criação do programa. Já na segunda metade de 2024, 48 novos alvos foram incluídos, sendo 28 por corrupção e 20 por violações de direitos humanos . Ao todo, até o fim de 2024, 69 designações foram registradas, sendo 33 consideradas “primárias” .

O que a lei permite?

Através da Lei Global Magnitsky, os EUA podem:

  • Congelar bens e ativos dos sancionados dentro do território americano;
  • Bloquear transações financeiras com instituições dos EUA;
  • Proibir entrada no país das pessoas sancionadas.

Essas medidas podem atingir não apenas os principais responsáveis, mas também familiares e empresas associadas

Quem pode ser punido?

A lei se aplica a pessoas e entidades de qualquer nacionalidade, desde que envolvidas em:

  • Corrupção sistêmica (como desvio de recursos públicos ou fraudes em contratos);
  • Execuções extrajudiciais;
  • Tortura;
  • Tráfico de pessoas;
  • Prisões arbitrárias ou perseguições políticas.

As sanções são decididas pelo Departamento do Tesouro dos EUA, em conjunto com o Departamento de Estado.

O que originou essa lei?

O nome “Magnitsky” é uma homenagem ao advogado russo Sergei Magnitsky, que denunciou um esquema de corrupção de autoridades na Rússia e acabou preso e morto em 2009, em condições suspeitas. Sua morte provocou reação internacional, levando o Congresso dos EUA a aprovar a primeira versão da lei.

Casos já sancionados

Desde que foi adotada, a Lei Global Magnitsky já foi usada contra centenas de alvos em diferentes países, incluindo:

  • Altas autoridades na Venezuela, Nicarágua, Mianmar e Irã;
  • Empresários acusados de exploração ilegal de recursos naturais;
  • Policiais e militares envolvidos em repressão violenta a protestos.

As listas de sancionados são públicas e atualizadas pelo governo dos EUA.

BAND/UOL

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