Obras de artista plástica paraibana ganham destaque no The New York Times

As obras da artista plástica paraibana Marlene Almeida ganharam destaque na edição deste domingo (28) no The New York Times. A obra Terra Viva, exposta na Bienal de São Paulo, ganhou espaço especial na publicação de importância mundial.
Marlene Almeida é pesquisadora, escultora e pintora, cuja prática fundamentalmente interdisciplinar combina conhecimentos literários, científicos e artísticos na investigação de um objeto comum à sua produção desde a década de 1970: a terra.
A obra está em exposição na mostra intitulada “Nem Todo Viajante Anda Estrada”, que reúne mais de 1.200 obras de 125 artistas e coletivos, muitas das quais propõem maneiras de criar novas formas de existência, mais gentis e justas. Mesmo abordando questões como guerra, pobreza e desigualdades de todos os tipos, o resultado é alegre, até mesmo otimista. E é belíssimo, estética e em todos os outros aspectos.
Sobre as características de obras de Marlene, a publicação ressalta que a “artista e ativista agrícola brasileira octogenária Marlene Almeida percorre a terra em busca de materiais naturais que possam ser usados como pigmento”.
Vida e Obra
Seu legado nas artes visuais vai além de sua produção artística com arte abstrata, mas se concentra em uma pesquisa longa e aprofundada sobre materiais artísticos, mas especificamente, sobre a manufatura de tintas à base de pigmentos e resinas naturais.
Foi perseguida durante a época da ditadura militar no Brasil por ter participado de movimentos políticos e culturais no início da década de 1960. Fato esse que não poderia ser diferente, pois o seu interesse em trabalhar com a terra, ainda nos anos 1970, surgiu da sua preocupação em encontrar formas de produzir arte sem agredir o meio ambiente.

Para dotar a sua pesquisa de um caráter científico, desenvolveu, com o apoio da Universidade Federal da Paraíba e do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, um projeto que objetivava a identificação de pigmentos e aglutinantes próprios para a produção artística, por meio de mapeamentos dos sítios dos afloramentos e organização de um mostruário de cores.
Fundou, em 1974, o Centro de Artes Visuais Tambiá, onde teve a oportunidade de coordenar e participar de exposições e intercâmbios internacionais, até finalizar suas atividades 10 anos mais tarde. Já na década de 1980, participou também do Centro Cultural Olga Benário Prestes. Ainda nesse período, Marlene presidiu a Associação dos Artistas Plásticos Profissionais da Paraíba, entre 1981 a 1983.
Milita, desde 1992, na Associação Cultural José Martí, da qual é uma das fundadoras. Além disso, integra o Comitê Paraibano de Memória, Verdade e Justiça. Atualmente, ainda se mantém em intensa atividade artística, trabalhando e residindo na cidade de João Pessoa, na Paraíba, junto ao seu marido e companheiro de militância política Antônio Augusto. (Fonte: Pinacoteca da UFPB)
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