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Abuso sexual e espancamento: escolas para ‘jovens rebeldes’ são investigadas na China

Centros de detenção juvenil na China estão sendo investigados por suspeitas de espancamentos e agressões sexuais como forma de corrigir o comportamento de adolescentes, segundo a imprensa chinesa.

Com mensalidades de até US$ 3.000 (cerca de R$ 14,9 mil), as escolas são destinadas a jovens rebeldes, viciados em jogos e que não estudam. O objetivo é ensiná-los a ter disciplina seguindo um estilo militar.

No entanto, segundo um relatório da revista Ban Yue Tan, algumas instituições estão usando punições físicas como se fizesse parte da educação militar. Após a repercussão das acusações, um funcionário de um dos centros afirmou que há castigos corporais, mas sem violência.

Segundo ele, as punições são correr uma longa distância, ficar em posição de sentido e carregar objetos pesados por um longo período. O trabalhador acrescentou que os castigos servem para que os alunos arquem com as consequências dos próprios erros. “São crianças problemáticas. Temos que nos esforçar mais com elas. Sem pulso firme, não nos ouvirão”, disse.

De acordo com o South China Morning Post, os centros de detenção enviam vídeos promocionais aos pais interessados, nos quais os alunos aparecem sorrindo e interagindo de forma amigável com os instrutores.

Por outro lado, o jornal também relembra que, em 2024, uma menina de 14 anos morreu por conta dos castigos de uma instituição de correção de comportamento. Ela foi levada ao local porque não queria mais estudar e precisou ficar em pé sob o sol por horas, sem água e comida.

A jovem chegou a escrever cartas pedindo que os pais a tirassem do “acampamento”, mas os profissionais da escola impediram o envio do recado.

Para a revista Ban Yue Tan, é necessário que as autoridades chinesas criem regras e realizem inspeções com frequência neste tipo de ambiente, especialmente porque muitos pais apoiam as punições físicas.

R7

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