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Juros futuros sobem com ajustes antes da posse de Trump

As taxas dos DIs fecharam a sexta-feira (17) em alta, pelo segundo dia consecutivo, em mais uma sessão de ajustes após os recuos do início do ano e com o mercado à espera da posse do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na segunda-feira (20).

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para julho de 2025 — um dos mais líquidos no curtíssimo prazo — estava em 14,035%, ante o ajuste de 14,012% da sessão anterior. Já a taxa do contrato para janeiro de 2026 marcava 14,97%, com elevação de 6 pontos-base ante o ajuste de 14,906%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 15,15%, em alta de 18 pontos-base ante 14,968% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 15,07%, ante 14,846%.

Assim como na sessão da última quinta-feira (16), investidores realizaram lucros na renda fixa nesta sexta-feira e recompuseram posições compradas em taxas, após os recuos vistos desde o início do ano.

“A alta das taxas hoje é mais uma correção. As taxas estão voltando aos patamares do que seria o risco fiscal brasileiro”, comentou durante a tarde Vitor Oliveira, sócio da One Investimentos.

No mercado, uma das avaliações é de que, dependendo das medidas a serem adotadas no início do governo Trump — se mais ou menos inflacionárias para os Estados Unidos –, o mercado de Treasuries tende a passar por ajustes mais fortes, com reflexos para a curva de juros no Brasil.

Durante a tarde, com o mercado já mais esvaziado no Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reconheceu que o patamar da dívida pública preocupa, mas afirmou que o governo seguirá trabalhando.

“No que diz respeito à Fazenda, é trabalhar o fiscal estruturalmente”, disse ele em entrevista à CNN Brasil, quando questionado sobre como pretende tratar o endividamento ascendente.

Haddad também afirmou que não enxerga atualmente um cenário de dominância fiscal — quando a política monetária perde sua eficácia no controle da inflação em função do desequilíbrio fiscal.

Perto do fechamento, a curva precificava 88% de probabilidade de elevação de 100 pontos-base da taxa básica Selic no fim deste mês, contra 12% de chance de aumento de 125 pontos-base. Na véspera, os percentuais eram de 90% e 10%, respectivamente. Atualmente, a Selic está em 12,25% ao ano.

Às 16h37, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 1 ponto-base, a 4,611%.

CNN Brasil

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