Bloco Principal 4

IPCA-15: preços sobem 0,20% em janeiro, ligeiramente abaixo das projeções

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, foi de 0,20% em janeiro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 4,50%, abaixo dos 4,41% registrados nos 12 meses anteriores. Em janeiro de 2025, o índice havia avançado 0,11%.

O resultado vem 0,05 ponto percentual (p.p.) abaixo do registrado em dezembro, quando o índice avançou 0,25%. Além disso, a expectativa dos economistas era de que o IPCA-15 subisse 0,22% em janeiro e acumulasse alta de 4,52% nos últimos 12 meses.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Habitação (-0,26%) e Transportes (-0,13%) registraram queda em janeiro. As demais categorias variaram de 0,05%, em Educação, a 0,81%, em Saúde e cuidados pessoais.

Veja abaixo a variação dos grupos em janeiro:

 

  • Alimentação e bebidas: 0,31%
  • Habitação: -0,26%
  • Artigos de residência: 0,43%
  • Vestuário: 0,28%
  • Transportes: -0,13%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,81%
  • Despesas pessoais: 0,28%
  • Educação: 0,05%
  • Comunicação: 0,73%

 

Saúde puxa os preços em janeiro

 

O grupo Saúde e cuidados pessoais teve o maior impacto no índice em janeiro, 0,11 ponto percentual, e também a maior variação, de 0,81%, após o recuo de 0,01% em dezembro.

Os principais destaques foram os produtos de higiene pessoal, que subiram 1,38% (0,05 p.p. de impacto) depois de cair 0,78% no mês anterior, e o plano de saúde, com alta de 0,49% e impacto de 0,02 p.p.

Com aumento de 0,73%, o grupo Comunicação registrou a segunda maior variação, puxada pelo subitem aparelhos telefônicos, que subiu 2,57% em janeiro.

Após a queda de 0,64% em dezembro, os artigos de residência avançaram 0,43%, influenciados pelo aumento de 1,79% em itens de TV, som e informática.

O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, acelerou de 0,13% em dezembro para 0,31% em janeiro. A alimentação no domicílio interrompeu sete meses consecutivos de queda e subiu 0,21%, com altas expressivas do tomate (16,28%), batata-inglesa (12,74%), frutas (1,65%) e carnes (1,32%).

Entre os recuos, destacaram-se leite longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%). Já a alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,56%, com aumentos de 0,77% nos lanches e 0,44% nas refeições.

O que mais influenciou a prévia da inflação em janeiro?

 

O grupo Transportes recuou 0,13% em janeiro, pressionado principalmente pela queda das passagens aéreas (-8,92%) e do ônibus urbano (-2,79%). A redução no transporte coletivo foi influenciada pela implementação da tarifa zero aos domingos e feriados em Belo Horizonte, que provocou queda de 18,26%.

Nos ônibus urbanos, foram aplicados reajustes tarifários em várias cidades:

  • Fortaleza: alta de 5,90% (impacto de 20,00%).
  • Rio de Janeiro: alta de 2,13% (impacto de 6,38%).
  • Salvador: alta de 1,15% (impacto de 5,36%).
  • São Paulo: alta de 4,58% (impacto de 6,00%), considerando gratuidades aos domingos e feriados.
  • Belo Horizonte: alta de 4,58% (impacto de 8,70%), também com tarifa zero nos finais de semana.
  • Curitiba: queda de 0,37% devido às gratuidades.
  • Brasília: queda de 0,69% devido às gratuidades.
  • Belém: aumento de 3,73%.

 

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo