INMET emite alertas de grande perigo após formação da Tempestade Subtropical; entenda

Fortes chuvas atingiram áreas das regiões Norte e Nordeste, além do meio-norte de Minas Gerais, entre o domingo (1º) e a manhã desta segunda-feira (2). Os acumulados superaram 80 milímetros em cidades como Formoso do Araguaia (TO), Pirapora (MG), João Pessoa e Patos (PB), devido à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e da Tempestade Subtropical Caiobá.
Além disso, os volumes de chuva aumentaram desde a última sexta-feira (27), quando houve a formação da ZCAS. O fenômeno é caracterizado por um corredor de nuvens que se estende do sul da Região Amazônica até o Oceano Atlântico, passando pela faixa central do Brasil.
Eventualmente, a ZCAS pode se deslocar e atingir estados como Bahia e Paraná. O sistema é facilmente identificado em imagens de satélite devido à organização das nuvens.
Tempestade Subtropical Caiobá
Em alto-mar, a atuação de um ciclone subtropical contribuiu para manter o canal de umidade sobre o continente. No sábado (28), a Marinha do Brasil, por meio do Centro de Hidrografia da Marinha, reclassificou o sistema como Depressão Subtropical.
Já nessa segunda-feira (2), houve nova atualização e o fenômeno passou a ser classificado como Tempestade Subtropical Caiobá.
Segundo nota conjunta da Marinha, do Instituto Nacional de Meteorologia, do Centro Integrado de Meteorologia Aeronáutica da Força Aérea Brasileira e do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, o sistema está em alto-mar, na posição 28°S 033°W.
A tempestade a aproximadamente 572 milhas náuticas (1.060 km) a sudeste de Arraial do Cabo (RJ), com deslocamento lento para sul/sudeste.
De acordo com os órgãos meteorológicos, a atuação do sistema pode provocar ventos sustentados de 75 km/h, com rajadas de até 85 km/h, além de ondas entre 3 e 5 metros, principalmente nos setores leste e sudeste do ciclone, até a manhã do dia 3 de março.
No entanto, não há previsão de influência direta da tempestade no litoral brasileiro.
Quatro episódios de ZCAS em 2026
Em 2026, já foram registrados quatro episódios de ZCAS. Dois ocorreram em janeiro, entre os dias 4 e 7 e de 20 a 25. Outros dois foram registrados em fevereiro, entre os dias 5 e 12, e desde o dia 27, seguindo até este início de março.
Previsão do tempo até quinta-feira (5)
A previsão indica que as chuvas devem persistir até quinta-feira (5), principalmente no Nordeste.
Os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros em áreas do centro-norte da Bahia, Piauí, Maranhão e oeste de Pernambuco.
Já na Região Norte, as chuvas mais intensas devem atingir Tocantins, Rondônia e Acre, além do sul do Amazonas e do Pará.
Outras áreas com previsão de chuva intensa incluem Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. No Sul e no Triângulo Mineiro, a chuva deve ocorrer com menor intensidade.
Avisos de tempo severo
O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu avisos de tempo severo válidos até quinta-feira (5), incluindo alertas vermelhos de Grande Perigo para os próximos dias.
Os avisos são avaliados diariamente. Por isso, a recomendação é acompanhar as atualizações nos canais oficiais.
Classificação dos ciclones subtropicais
O ciclone subtropical é uma área de baixa pressão não associada a sistema frontal, com características de ciclones tropicais e extratropicais.
Conforme a classificação da média do vento máximo sustentado:
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Depressão Subtropical: ventos inferiores a 63 km/h.
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Tempestade Subtropical: ventos entre 63 km/h e 118 km/h.
A população deve adotar medidas de precaução, especialmente em áreas suscetíveis a alagamentos, inundações, enxurradas e ventos fortes.
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