Homem pode ter câncer de mama? Entenda sintomas, riscos e diagnóstico

“Homem pode ter câncer de mama?” está entre as perguntas mais buscadas entre os brasileiros no Google no último ano quando o assunto é câncer de mama.
Sim, embora seja raro, homens também podem desenvolver a doença, já que possuem pequenas quantidades de tecido mamário.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama masculino representa cerca de 1% de todos os casos da doença. Por ser incomum e pouco conhecido, ele costuma ser diagnosticado mais tardiamente do que nas mulheres, o que pode dificultar o tratamento.
Especialistas destacam que reconhecer sinais precoces e entender os fatores de risco é fundamental para aumentar as chances de diagnóstico em estágio inicial.
Homens têm tecido mamário
Apesar de não desenvolverem mamas como as mulheres, homens também possuem tecido mamário e ductos mamários — estruturas onde o câncer pode surgir.
De acordo com o National Cancer Institute (NCI), antes da puberdade meninas e meninos possuem estruturas mamárias semelhantes. Com o desenvolvimento hormonal feminino, o tecido cresce nas mulheres, enquanto nos homens permanece pequeno — mas ainda sujeito a alterações celulares e tumores.
O tipo mais comum em homens é o carcinoma ductal invasivo, que começa nos ductos mamários e pode se espalhar para outros tecidos.
Quais são os sintomas do câncer de mama em homens
Os sinais iniciais costumam ser semelhantes aos observados em mulheres, embora apareçam em uma área menor do peito.
Entre os sintomas mais comuns estão:
- caroço ou nódulo na mama, geralmente duro e indolor
- alterações no mamilo, como retração ou inversão
- vermelhidão ou descamação da pele
- secreção pelo mamilo, às vezes com sangue
- aumento de gânglios na axila
Segundo a American Cancer Society, o nódulo na região próxima ao mamilo é o sinal inicial mais frequente, já que a maior parte do tecido mamário masculino está concentrada nessa área.
Qualquer alteração persistente deve ser investigada por um médico.
Quem tem mais risco de desenvolver a doença
Embora o câncer de mama masculino seja raro, alguns fatores aumentam o risco.
Entre os principais estão:
- idade avançada (a maioria dos casos ocorre após os 60 anos)
- histórico familiar de câncer de mama
- mutações genéticas, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2
- síndrome de Klinefelter, condição genética associada a níveis hormonais alterados
- obesidade
- doenças hepáticas que alteram o equilíbrio hormonal
- exposição prévia à radiação no tórax
Estudos publicados no Journal of Clinical Oncology e citados pelo National Cancer Institute mostram que mutações no gene BRCA2 estão entre os fatores genéticos mais associados ao câncer de mama em homens.
Diagnóstico costuma ser tardio
Um dos principais desafios do câncer de mama masculino é a baixa percepção de risco.
Como muitos homens desconhecem a possibilidade da doença, sintomas iniciais podem ser ignorados ou confundidos com problemas benignos, como inflamações ou ginecomastia (aumento benigno da mama).
De acordo com a Mayo Clinic, essa falta de informação faz com que muitos casos sejam identificados em estágios mais avançados, quando o tumor já se espalhou para linfonodos ou outros tecidos.
Como o diagnóstico é feito
Quando há suspeita da doença, a investigação pode incluir:
- exame clínico da mama
- ultrassonografia ou mamografia
- biópsia, que confirma a presença de células cancerígenas
A biópsia é considerada o padrão-ouro para diagnóstico, pois permite analisar o tecido tumoral em laboratório.
Tratamento é semelhante ao das mulheres
O tratamento do câncer de mama masculino costuma seguir estratégias semelhantes às usadas em mulheres, podendo incluir:
- cirurgia para retirada do tumor
- radioterapia
- quimioterapia
- terapia hormonal
Segundo a American Cancer Society, as chances de tratamento bem-sucedido aumentam significativamente quando a doença é detectada precocemente.
Embora não exista rastreamento de rotina para homens na população geral, médicos recomendam atenção a qualquer alteração na região do peito.
Nódulos, secreções ou mudanças na pele que persistam por algumas semanas devem ser avaliados por um profissional de saúde.
BAND.COM




