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Dólar cai a R$ 5,15 e Ibovespa avança 1,28%, caminhando para novo recorde

O dólar inverteu o sinal positivo observado na primeira metade do pregão e passou a operar em queda de 0,21% nesta terça-feira (24), cotado a R$ 5,1574 por volta das 12h50. Na mínima do dia, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,1564.

Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrava alta de 1,28% no mesmo horário, aos 191.263 pontos, caminhando para um novo recorde.

Cenário internacional

Nos Estados Unidos, entrou em vigor nesta terça-feira uma tarifa adicional de 10% sobre produtos que não estejam cobertos por isenções, conforme aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras. A taxa corresponde ao percentual anunciado pelo presidente Donald Trump na sexta-feira (20), e não aos 15% mencionados posteriormente.

De acordo com o jornal britânico Financial Times, a expectativa é que o aumento para 15% seja formalizado posteriormente por meio de decreto.

No Brasil, embora diversos itens estejam na lista de isenção, produtos como aço e alumínio continuam sujeitos a uma alíquota de 50%, além dos 10% recentemente anunciados.

O mercado também acompanha discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed), em busca de sinais sobre os próximos passos da política de juros norte-americana.

Acordo Mercosul-União Europeia

No cenário doméstico, a representação brasileira no Parlamento do Mercosul aprovou nesta terça-feira o acordo de livre comércio entre o bloco sul-americano e a Uniao Europeia (UE). O tratado pode criar a maior zona de livre comércio do mundo.

O texto segue agora para o Plenário da Câmara dos Deputados. No último sábado, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a proposta deve ser votada ainda nesta semana.

Negociado há mais de 25 anos, o acordo prevê a redução gradual de tarifas, regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.

Indicadores econômicos e política

Na agenda econômica, as transações correntes do balanço de pagamentos registraram déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro de 2026, valor inferior ao rombo de US$ 9,8 bilhões no mesmo mês de 2025. No acumulado de 12 meses até janeiro, o déficit caiu para US$ 67,6 bilhões, o equivalente a 2,92% do Produto Interno Bruto (PIB).

No campo político, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado ouve o presidente interino da Comissao de Valores Mobiliarios (CVM), João Accioly, em reunião do grupo de trabalho que acompanha as investigações sobre o Banco Master.

Portal Paraíba.com.br

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