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Descoberta de petróleo traria segurança energética, diz IBP

O presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), Roberto Ardenghy, disse que uma eventual descoberta de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas representaria “mais segurança energética” para o Brasil. A declaração foi feita durante uma entrevista concedida ao SBT News neste sábado (15).

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (14) que encontrou hidrocarbonetos na região, mais precisamente no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na chamada Margem Equatorial brasileira. O achado indica que pode haver petróleo no local.

Ardenghy classificou essa notícia como “muito positiva”. Para ele, uma descoberta de petróleo naquela região permitiria que o Brasil continuasse a produzir a commodity mesmo com um eventual esgotamento das reservas que já estão sendo exploradas.

“Apesar de hoje o petróleo ser o principal produto de exportação do Brasil, especialmente o petróleo que vem do pré-sal, nós temos uma situação hoje de relativo já amadurecimento das nossas bacias produtoras de petróleo: a Bacia de Campos, que é uma bacia já muito antiga, produz petróleo desde a década de 1980, 90, e também o pré-sal, que começou a produzir ali em 2006. Essas duas bacias, elas naturalmente vão se esgotando”, explicou.

Levando esse contexto em consideração, o presidente do IBP acredita que a descoberta é “um importante fator para a balança comercial brasileira”, além de ajudar “a garantir a nossa segurança energética para que a gente não fique dependente dessas vicissitudes geopolíticas do mundo, como nós estamos vivendo hoje”.

Ardenghy citou a Guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio. Segundo ele, o conflito reduz a oferta de petróleo no mercado global, de forma que ampliar a produção da commodity é uma decisão estratégia nesse contexto. “O Brasil esse ano, se os números apontarem de maneira correta, nós vamos estar aumentando a produção de petróleo em cerca de 7%”, afirmou.

Transição energética

O presidente do IBP considera que é necessário continuar investindo na extração de petróleo mesmo com o crescente debate sobre exploração de fontes de energia que agridam menos o meio ambiente, em meio à necessidade de acelerar a transição energética.

“O mundo vai continuar muito dependente do petróleo (…) Ora, se o petróleo vai continuar relevante, se o Brasil tem petróleo e tecnologia para produzir, inclusive, um petróleo com baixa emissão de CO2, que o último petróleo consumido no mundo seja o petróleo brasileiro”, disse. Ele afirmou que é possível “diminuir a emissão de CO2 em todas as etapas, tanto da produção, quanto do refino, até quanto do uso do petróleo.”

Ardenghy também diz que o setor de petróleo não se recusa a “cumprir todas as determinações das autoridades regulatórias com relação ao meio ambiente”, mas pede que esse processo seja concluído dentro de “um prazo aceitável para permitir esse investimento”.

Em sua visão, os recursos provenientes de petróleo podem “apoiar o financiamento da transição energética e do combate às emissões do Brasil”, além de combater problemas como o desmatamento, a mineração ilegal e as queimadas.

SBT News

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