Delegado diz que academia onde aluna morreu usava em um dia na piscina a carga de cloro recomendada para uma semana

O delegado responsável por investigar as causas e responsabilidades pela morte de uma mulher após uma aula de natação na Zona Leste de São Paulo afirmou que a academia usava, em apenas um dia, a quantidade de cloro que deveria ser aplicada ao longo de uma semana em piscinas do mesmo porte.
Juliana Faustino Bassetto morreu no sábado (7) após passar mal na C4 Gym. Outras seis pessoas também não se sentiram bem, três delas foram internadas, incluindo, o marido da aluna.
A suspeita da Polícia Civil é a de que elas foram intoxicadas por cloro. O laudo pericial que poderá apontar isso ainda não ficou pronto. A academia foi interditada pela prefeitura.
A polícia apura se a manipulação inadequada do cloro, realizada por um manobrista sem qualificação técnica, gerou a liberação de gases tóxicos. Câmeras de monitoramento da academia registraram fumaça branca saindo de um balde com a mistura usada na piscina instantes antes da aula. Outras imagens mostram as vítimas pedindo ajuda.
Em seu depoimento, o manobrista Severino José da Silva contou à polícia que limpava o espaço seguindo ordens de um dos sócios da academia da enviadas pelo WhatsApp. O funcionário não foi responsabilizado pela polícia.
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A professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que morreu na Zona Leste de SP após usar piscina de academia. — Foto: Montagem/g1/Reprodução/TV Globo
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