Bloco Principal 1
Da tartaruga ao mutum: número de animais ameaçados de extinção no Brasil cresce e chega a quase 800

Ver tartarugas gigantes de perto é um privilégio. Mas, para algumas espécies, esse encontro pode se tornar cada vez mais raro: elas estão entre os animais ameaçados de extinção no Brasil.
O Projeto Tamar pesquisa, protege e promove ações de conscientização sobre as tartarugas marinhas em oito estados brasileiros. No Espírito Santo, quatro das seis espécies de tartarugas que estão na lista de animais ameaçados recebem proteção do projeto.
“É maravilhoso isso que a gente vê. Não vê todos os dias. Conhecer animais desse potencial, como a tartaruga, e ver assim, pertinho, como nós estamos vendo”, afirmou a professora Marisa Nunes Miranda.
“Houve essa postura e o mutum conseguiu incubar os ovos naturalmente, né? E o ineditismo é que, além de incubar os ovos naturalmente, o filhote conseguiu sair sozinho do ovo e os pais cuidaram desse filhote. Então foi um sucesso reprodutivo muito significativo”, afirmou Juan Espanha, biólogo e chefe da seção de aves do Jardim Zoológico de Belo Horizonte.
O levantamento do ICMBio aponta ainda que nove espécies foram consideradas extintas. Elas não existem mais em território brasileiro, nem mesmo sob cuidados humanos.
Desde 2022, 184 espécies entraram na lista de animais ameaçados, enquanto 158 deixaram de fazer parte dela.
Segundo Arthur Brant, coordenador de Avaliação do Risco de Extinção de Espécies da Fauna do ICMBio, a lista funciona como um diagnóstico para orientar as ações de preservação.
“O nosso objetivo nunca é fazer uma lista em si que acabe nela. A lista é um grande diagnóstico que prioriza a conservação de algumas espécies em detrimento em relação a outras. Espécies ameaçadas de extinção têm que ser prioritárias em relação àquelas com menor preocupação”, explicou.
“Para mim, acho que a esperança é o que define. Porque a gente sabe que, das mil, só uma ou duas chegam à idade adulta, mas todas que a gente bota no mar, todas que eu vejo indo para o mar, para mim é aquela que vai sobreviver”, afirmou Alexsandro Santos, coordenador de Pesquisa e Conservação da Fundação Projeto Tamar.
G1
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/B/O/3nrmllR9237QttVy8RyQ/videoframe-412471.png)




