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Cobranças pelo fraco futebol na estreia da Copa incomodam seleção. Ancelotti fará trocas contra o Haiti. A pressão está muito forte

Direto de New Jersey, Estados Unidos.

“Foi só o começo, o primeiro passo”, escreveu Ancelotti nas redes sociais, ontem.

Ele, seus jogadores e a cúpula da CBF sentiram a desilusão, a cobrança externa pelo fraco futebol do Brasil, na estreia na Copa.

Principalmente pelos veículos de comunicação europeus.

Vinicius Júnior foi um dos jogadores mais decepcionados com o empate com Marrocos.

Ele não só marcou o gol de empate, mas foi quem mais mostrou inconformismo com o resultado. O brasileiro, que foi melhor do mundo em 2025, quer a reviravolta já contra o Haiti, sexta-feira, na Pensilvânia.

Ele sentiu a cobrança do mundo do futebol pela fraca exibição da seleção.

“Nós não jogamos bem contra Marrocos. Precisamos vencer os próximos jogos. A Copa do Mundo é uma competição muito rápida. Nós temos de reagir. E mostrar a nossa força.

“Precisamos de todos os 26 jogadores. A experiência conta muito, ainda mais com o gás da galera jovem. A resposta tem de vir.”

Paquetá é outro jogador que, como Vinicius Júnior, já perdeu e não quer ter a sensação de ser eliminado de outra Copa do Mundo.

“Nós já vivemos a desilusão na Copa de 2022. A cobrança vem forte, não só do lado de fora. Mas de nós mesmos. Sabemos que ficamos devendo bom futebol e, principalmente, resultado positivo contra Marrocos.

“Não há outra saída a não ser vencer o Haiti e dar a resposta que o futebol brasileiro merece.”

O capitão do time, Marquinhos, procurou ser ponderado, porém firme.

“Ninguém está feliz com o que aconteceu diante do Marrocos. Muito pelo contrário. Estamos feridos pelo resultado. E pelo nosso desempenho.

“Não precisamos que ninguém nos avise de que podemos render mais. Nós sabemos. A cobrança externa, muitas vezes, nos incomoda, mas nos faz querer dar a volta por cima.

“E ela virá nesta Copa. Já contra o Haiti”, prometeu.

Para isso, Ancelotti prepara mudanças importantes no time.

Danilo deverá ficar com a vaga de lateral-direito, com Ibañez voltando a ser reserva da zaga. Igor Thiago foi mal demais, deixando espaço para Matheus Cunha, ou mesmo Endrick, que se mostra empolgado, querendo espaço.

Casemiro ainda segue com a confiança de Ancelotti, como um dos líderes da equipe. Mas Fabinho impressionou pela firmeza na marcação, sendo fundamental para a reação da seleção no segundo tempo.

“Não há saída. Precisamos vencer o Haiti e quem vier pela frente. Temos de dar a resposta para nós mesmos”, enfatiza Paquetá, também muito questionado….

 

R7

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