Ciclone deve se formar nesta quinta e levar ventos acima de 100 km/h ao Sul e Sudeste; RS tem risco de tornado

Um ciclone extratropical em rápida intensificação deve provocar temporais e ventos fortes em parte do Brasil a partir desta quinta-feira (6).
Os maiores impactos são esperados no Sul, mas os efeitos do sistema também devem alcançar áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, com rajadas que podem passar dos 100 km/h em alguns pontos.
O ciclone deve se organizar sobre o Oceano Atlântico, perto da costa do Rio Grande do Sul. Mesmo sem passar diretamente sobre o continente, a circulação do sistema e a frente fria ligada a ele vão espalhar nuvens carregadas, chuva forte e ventania por vários estados.
Caso a pressão no centro do sistema caia de forma muito acentuada em menos de 24 horas, ele poderá ser classificado como um “ciclone bomba”
🌀 ENTENDA: um “ciclone bomba” acontece quando uma área de baixa pressão se intensifica muito rápido. Isso costuma deixar o tempo mais severo, aumentando o risco de ventos fortes, chuva intensa e de uma mudança brusca de temperatura.
Esta quinta-feira será o período mais preocupante para a chuva no Sul. O Rio Grande do Sul deve ser o estado mais atingido, com temporais em praticamente todas as regiões, possibilidade de granizo e rajadas que podem alcançar entre 90 e 110 km/h.
⚠️ Há também risco de tornado, principalmente no oeste e na região das Missões.
Os maiores volumes de chuva devem se concentrar na metade oeste, no sul e no litoral sul gaúcho. Em alguns locais, o acumulado pode se aproximar dos 100 milímetros em pouco tempo, quantidade suficiente para provocar alagamentos, enxurradas, quedas de barreiras e elevação rápida de córregos e rios menores.
Também há risco de destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia e queda de árvores, postes e placas.
A Climatempo prevê que temporais atinjam os três estados do Sul e cheguem também a São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais.
No Sudeste, São Paulo deve ser o primeiro estado a sentir os efeitos do sistema. A chuva pode aparecer já nas primeiras horas desta quinta-feira no oeste, sudoeste, centro, litoral e Região Metropolitana.
Após uma pausa em algumas áreas pela manhã, as pancadas voltam a ganhar força durante a tarde e a noite.
O risco de temporais aumenta principalmente no centro-sul paulista, nas regiões de Campinas e Sorocaba, na capital e no litoral.
As rajadas devem variar entre 50 e 70 km/h em uma área ampla, mas podem passar dos 100 km/h na sexta-feira no litoral sul de São Paulo, especialmente nos locais mais expostos.
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Céu encoberto na zona norte de São Paulo, em outubro de 2020. — Foto: ADRIANA TOFFETTI/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
São Paulo (SP) terá sol entre nuvens pela manhã, seguido por pancadas de chuva de moderada a forte intensidade à tarde e à noite.
A máxima deve ficar perto dos 28°C. Além da chuva, há possibilidade de trovoadas e rajadas capazes de derrubar galhos e causar falta de energia.
No Rio de Janeiro, o tempo começa quente e com poucas nuvens, mas a chuva aumenta no decorrer da tarde. O centro-sul do estado, a Costa Verde e a Região Serrana devem ter as condições mais preocupantes entre a noite de quinta e a sexta-feira.
Nessas áreas, o vento também pode superar os 100 km/h, principalmente em regiões elevadas, trechos do litoral e pontos próximos ao mar.
O vento também pode atingir o Espírito Santo, ainda que a chuva seja mais fraca e isolada. O litoral capixaba deve ter maior presença de nuvens, com possibilidade de garoa ou pancadas rápidas. As rajadas ganham força principalmente na sexta-feira.
Veja os principais destaques para os próximos dias:
- Na costa e em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, os ventos podem passar dos 60 km/h entre quinta e sábado. Perto das tempestades, podem ocorrer rajadas mais fortes e repentinas.
- No Rio Grande do Sul, as rajadas podem passar de 91 km/h no sul e no leste do estado nestaNo Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul será o estado mais afetado. A chuva começa perto da divisa com o Paraná e se espalha pelo sul, sudoeste e sudeste sul-mato-grossense. Há risco de temporais, granizo e vento entre 50 e 70 km/h, com rajadas próximas de 90 km/h no extremo sul. quinta.
- A sexta-feira deve concentrar o maior risco de ventania no Sudeste. A frente fria passa por São Paulo e se aproxima do Rio de Janeiro, e o contraste entre o ar quente e o ar frio aumentará a velocidade dos ventos.
- Na cidade de São Paulo (SP), as rajadas podem chegar aos 80 km/h. No sul da Região Metropolitana, há possibilidade de valores acima dos 90 km/h.
- O litoral paulista, a Serra do Mar, o Vale do Ribeira, a Baixada Santista, o Vale do Paraíba e áreas das regiões de Campinas e Sorocaba podem ter rajadas entre 90 e 110 km/h.
- Em outras partes de São Paulo, incluindo áreas das regiões de Presidente Prudente, Bauru, Ribeirão Preto, Franca, Barretos e São José do Rio Preto, os ventos devem variar, em geral, entre 60 e 90 km/h.
- Na cidade do Rio de Janeiro (RJ), as rajadas podem chegar aos 70 km/h. A Costa Verde, o sul fluminense e a Região Serrana podem registrar ventos entre 70 e 90 km/h.
- Em Minas Gerais, o sul do estado e a Zona da Mata podem ter rajadas entre 70 e 80 km/h. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no Centro-Oeste, no Triângulo Mineiro e no Vale do Rio Doce, os ventos podem variar entre 50 e 70 km/h.
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Onde esperar os fortes ventos na quinta. — Foto: Arte/g1
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul será o estado mais afetado. A chuva começa perto da divisa com o Paraná e se espalha pelo sul, sudoeste e sudeste sul-mato-grossense.
Há risco de temporais, granizo e vento entre 50 e 70 km/h, com rajadas próximas de 90 km/h no extremo sul.
Campo Grande (MS) pode ter períodos de sol e tempo abafado, mas as condições para chuva e vento aumentam conforme a frente fria se aproxima. A máxima fica perto dos 31°C. As tempestades devem continuar no centro-sul do estado durante a sexta-feira.
Parte de Mato Grosso e de Goiás também pode registrar rajadas, mas a chuva deve ser mais isolada. Na maior parte desses dois estados e no Distrito Federal, o tempo continua seco, quente e com umidade muito baixa.
Cuiabá (MT) pode chegar aos 37°C, com sol forte e poucas nuvens. Em Brasília (DF), a mínima deve ficar perto dos 16°C. Durante a tarde, a umidade pode cair para níveis entre 12% e 20% em áreas de Mato Grosso, Goiás e do Distrito Federal.
A passagem da frente fria também derruba as temperaturas. A mudança será mais sentida no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná a partir de sexta-feira.
Em algumas cidades, a menor temperatura do dia pode ocorrer durante a noite, e não no começo da manhã, por causa da entrada rápida do ar frio.
No Nordeste, o ciclone não deve provocar os mesmos temporais previstos para o Sul e o Sudeste. A chuva fica concentrada principalmente na faixa litorânea, entre o Rio Grande do Norte e Alagoas, com maior chance no litoral da Paraíba e de Pernambuco.
Também pode chover entre Porto Seguro e Salvador, na Bahia. No interior nordestino, o predomínio será de sol, calor e baixa umidade, principalmente em áreas do Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia, Pernambuco e Paraíba.
Salvador (BA) e Maceió (AL) devem ter mínimas próximas dos 21°C. Teresina (PI) pode chegar aos 36°C.
O vento também pode ganhar força no litoral, com rajadas entre 40 e 50 km/h em alguns pontos.
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Previsão de chuva nesta quinta em todo o país. — Foto: CPTEC/Inpe
Na Região Norte, as pancadas mais fortes devem ocorrer no oeste e no norte do Amazonas, em Roraima, no Amapá e em áreas do Pará. A chuva será irregular e alternada com períodos de sol e calor.
Manaus (AM) pode ter pancadas com trovoadas principalmente durante a tarde. Palmas (TO) deve variar entre 21°C e 36°C, com tempo seco e pouca chance de chuva.
Tocantins, sul do Pará e partes do Amazonas e de Rondônia também podem registrar umidade abaixo dos 30%.
A tendência é de que o ciclone se afaste gradualmente da costa durante o fim de semana. Mesmo assim, o vento ainda pode permanecer forte em áreas do Sul e do litoral do Sudeste.
A entrada do ar frio mantém as temperaturas mais baixas nos três estados do Sul e em parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
G1




