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‘Meu INSS’ tem mais de 8,5 milhões de acessos no primeiro dia para pedir ressarcimento

O canais digitais do “Meu INSS” foram acessados mais de 8,5 milhões de vezes nesta quarta-feira (14), primeiro dia para pedir o ressarcimento dos valores descontados irregularmente de aposentados e pensionistas, segundo o presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção.

No entanto, dos que acessaram, 1,6 milhão chegaram até a seção de consulta. Ao todo, cerca de 473 mil pedidos de ressarcimento foram feitos ao longo do dia. Destes, mais de 98% disseram não reconhecer o vínculo associativo.

As informações foram concedidas nesta tarde, durante uma entrevista coletiva realizada em Brasília. O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Junior, também participou.

“Estamos atendendo pessoas que sofreram fraudes. Curiosos, não acessem o sistema. Isso vai dificultar ainda mais esse acesso”, informou Waller.

A maior parte dos acessos, cerca de 450 mil, se deu pelo site ou aplicativo “Meu INSS”. Foram feitas, ainda, mais de 30 mil ligações à Central de Atendimento 135, que teve tempo médio de atendimento de sete minutos.

Waller ainda alertou sobre possíveis golpes. “A central de atendimento 135 não liga para ninguém. É você, tendo interesse, quem liga para o INSS”, enfatizou.

Saiba o que fazer

A partir desta quarta, cerca de 9 milhões de brasileiros podem consultar os nome das entidades que os descontaram pelo site ou aplicativo Meu INSS. Outra opção é ligar na Central de Atendimento 135.

Também a partir de hoje o segurado pode informar se os descontos foram autorizados ou não. Em caso negativo, a orientação é pedir a devolução dos valores, pelos mesmos canais oficiais.

Depois disso, as entidades terão 15 dias úteis para apresentar documentos que comprovem o vínculo associativo. Se isso não acontecer, elas terão de devolver o dinheiro ao INSS, também dentro de 15 dias. Caberá ao instituto repassar esses valores às vítimas da fraude diretamente na conta bancária vinculada ao benefício.

Mesmo se a associação comprovar que o desconto foi autorizado, o aposentado ou pensionista ainda poderá contestar essa informação. E se a entidade não comprovar o vínculo e não devolver o dinheiro, o caso será encaminhado à Advocacia-Geral da União, para as medidas legais de cobrança e ressarcimento.

A Polícia Federal investiga um esquema de fraudes que pode ter desviado R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas por meio de descontos indevidos feitos entre 2019 e 2024 por entidades e associações filiadas ao INSS.

 

SBT News

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