
O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, afirma que se expressou mal ao falar em “planejamento de golpe” durante um evento no fim de semana ao comentar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em entrevista exclusiva à BandNews TV, ele disse que o que existiu foi um movimento de pessoas que enviavam propostas e sugestões para tentar impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas que não houve uma articulação de fato no governo Bolsonaro para tentar dar um golpe.
“Eu falei “planejamento”. Eu quis dizer que era um movimento. Por exemplo, nós recebemos cartas, recebemos propostas de advogados, pela internet, no aeroporto, todos perguntavam: ‘Vocês vão deixar o Lula assumir?’. Então, o que houve foi o seguinte: proposta de tudo quanto é lado, era papel que chegava de tudo quanto é lado, mostrando lei, mostrando emenda constitucional, que nós podíamos barrar a posse do Lula. Nunca o Bolsonaro pensou nisso”, disse o presidente do PL.e
Negativa de crimes de Bolsonaro
Valdemar sustenta ainda que Bolsonaro “nunca fez nada fora da lei” e que as conversas se restringiram às pressões externas para que o partido adotasse medidas jurídicas contra a posse de Lula.
O dirigente partidário reconheceu ainda que sua fala foi duramente criticada por membros mais próximos do bolsonarismo e que diversas figuras fizeram chegar a ele sua revolta.
“Ficaram muito chateados comigo. Porque a gente comete erros e eu coloquei essa palavra logo no início da minha fala e que não dei continuidade para ela. Por isso que eu estou aqui me justificando, dizendo que eu cometi um erro, em vez de falar movimento, eu falei planejamento. Foi um erro meu. E porque eu estava à vontade, num lugar para falar, estava totalmente à vontade e falei, nem percebi que eu falei”, complementou ele.
Apesar disso, Valdemar da Costa Neto reforçou seu posicionamento de que é necessário respeitar a decisão do poder judiciário, apesar de não concordar com a decisão dos ministros da primeira turma do Supremo Tribunal Federal, que conderam Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de Golpe de Estado.
BAND/UOL






