
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o apresentador do Grammy, Trevor Noah, de processo após uma piada dele o relacionado à rede de prostituição infantil de Jeffrey Epstein. Em publicação na Truth Social na madrugada desta segunda-feira (2), ele chamou o comediante de “completo perdedor”.
Na fala de Noah, ele ironizou o interesse de Donald Trump em anexar a Groenlândia, comparando com a vontade de artistas quererem um Grammy de Canção do Ano. “É um Grammy que todo artista quer, quase tanto quanto Trump quer a Groenlândia. Isso faz sentido, porque desde que Epstein não está mais por aqui, ele precisa de uma nova ilha para passar o tempo com Bill Clinton”, disse.
Na rede social, Trump se revoltou com a piada. “O apresentador, Trevor Noah, seja lá quem for, é quase tão ruim quanto Jimmy Kimmel na cerimônia do Oscar, que tem baixa audiência. Noah disse, incorretamente sobre mim, que Donald Trump e Bill Clinton passaram um tempo na Ilha Epstein. Errado!”, afirmou.
“Não posso falar por Bill, mas nunca estive na Ilha Epstein, nem perto disso, e até a declaração falsa e difamatória de hoje à noite, nunca fui acusado de estar lá, nem mesmo pela mídia de notícias falsas”, completou Trump, que apareceu em diversos arquivos do Caso Epstein.
Por fim, ele ainda ameaçou processar Trevor Noah. “Um completo perdedor, é melhor se informar melhor, e rápido. Parece que vou enviar meus advogados para processar esse pobre, patético, sem talento e idiota apresentador, e pedir uma boa grana. Perguntem ao pequeno George ‘Slopadopolus’ (Stephanopoulos) e outros como tudo isso terminou. Perguntem também à CBS! Prepare-se, Noah, vou me divertir com você!”, completou.
Trump aparece em documentos de Jeffrey Epstein
A piada de Trevor Noah faz referência aos milhares de documentos relacionados à investigação sobre Jeffrey Epstein, divulgados na última sexta-feira (30). Entre os arquivos tornados públicos está uma denúncia anônima que menciona o presidente dos EUA, Donald Trump, acusado de abuso sexual.
Segundo o material, a denúncia foi encaminhada de forma anônima ao FBI e relata que uma mulher teria sido forçada a praticar sexo oral em Trump. O relato integra um compilado de comunicações anônimas recebidas pelas autoridades durante a investigação do caso Epstein.
De acordo com o documento, a denunciante afirma que a suposta vítima — descrita como sua amiga — tinha “13 ou 14 anos” à época dos fatos e teria reagido mordendo o pênis de Trump. Ainda segundo o relato, a jovem teria rido da situação e, em seguida, sido agredida pelo então empresário.
O episódio teria ocorrido em Nova Jersey, mas o documento não informa a data exata. A denunciante afirma apenas que o caso teria acontecido “há 35 anos”, sem especificar quando a denúncia foi formalizada.
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