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“Blitz” no ar: avião dos bombeiros é interceptado por caça da FAB

Um vídeo gravado no interior de um avião do Corpo de Bombeiros de Rondônia mostra o momento em que a aeronave é interceptada por um caça da Força Aérea Brasileira (FAB) enquanto sobrevoava Campo Grande (MS), durante uma missão de transporte aeromédico.

As imagens foram registradas na tarde de terça-feira (13) pelo piloto e tenente-coronel dos Bombeiros, João Cordeiro. O avião havia decolado de Porto Velho (RO) com um paciente a bordo rumo a Arapongas (PR), onde uma equipe médica aguardava para realizar uma cirurgia cardíaca.

Em entrevista ao Portal Band, o piloto explicou como foi o contato com os militares da FAB:

“A aeronave interceptadora [da FAB] tem um adesivo com a frequência internacional de emergência que a gente utiliza. Quando identificamos que estamos sendo interceptados, já mudamos para aquela frequência e começamos a conversar com a outra aeronave”, relata.

Durante a comunicação, os militares fazem a checagem de informações sobre o plano de voo e os ocupantes:

“Eles fazem algumas perguntas, como de onde decolamos e para onde vamos, qual o tipo de missão, o nome do comandante e o código do piloto. Eles conferem os nossos dados, verificam se o plano de voo está vigente e, estando tudo certo, podemos prosseguir com a missão”, afirma.

A aeronave interceptada é um Cessna C-208 Grand Caravan, de prefixo PR-PML, com capacidade para o piloto e mais 10 passageiros. O modelo é amplamente utilizado por forças de segurança e operações de resgate em todo o país, por ser versátil, permitir pousos em pistas curtas e transportar pacientes, equipamentos e equipe médica em missões aeromédicas.

Já o caça que realizou a interceptação, do modelo A-29 Super Tucano, é uma aeronave de treinamento avançado e ataque leve empregada pela FAB nas ações de defesa aérea e combate a ilícitos nas fronteiras.

De acordo com a Força Aérea Brasileira, os voos de interceptação fazem parte das medidas de policiamento do espaço aéreo, e todas as aeronaves em voo no país estão sujeitas a esse procedimento, independentemente de rota, altitude, performance ou propriedade.

Em nota, o órgão destaca que esse tipo de atividade é rotineiro e que a aproximação entre o caça e a aeronave interceptada permite observar características como, por exemplo, a matrícula da aeronave abordada.

BAND / UOL

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