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Assessores de Lula e Biden conversam após críticas sobre guerra

conselheiro de Segurança Nacional dos EUAJake Sullivan, conversou por telefone com o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Celso Amorim, na 3ª feira (18.abr.2023).

Segundo a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, os representantes discutiram uma série de questões bilaterais e globais, incluindo o conflito entre Rússia e Ucrânia.

Na conversa, também foi abordado o combate às mudanças climáticas e proteção do meio ambiente, G20 e democracia.

BRASIL & EUA

A conversa de Sullivan e Amorim veio depois de críticas dos Estados Unidos ao posicionamento de Lula no cenário internacional.

Na 2ª feira (17.abr.2023), os EUA criticaram o Brasil depois de o presidente Luiz Inácio Lula Silva (PT) dizer que o país estava incentivando a guerra na Ucrânia.

John Kirby ainda disse que as falas de Lula são “profundamente problemáticas”. Afirmou serem “simplesmente equivocados” os comentários do petista sobre a possibilidade de a Ucrânia ceder o território da Crimeia para a Rússia.

Na 3ª feira (18.abr.2023), Celso Amorim disse ser um “absurdo a fala dos Estados Unidos” sobre o presidente brasileiro.

Em entrevista à GloboNews, Amorim afirmou que “dizer que [o Brasil] papagueia a posição russa é totalmente absurdo”. Segundo o assessor, o atual governo condenou em vários momentos a invasão da Ucrânia pela Rússia.

O assessor de Lula também disse que os Estados Unidos exageraram na interpretação das falas do petista e que não se pode fazer drama em torno disso.

“Nós não vamos ficar presos ao que disse o porta-voz da Casa Branca. […] Acho que nós temos que olhar para o futuro e pensar quais são as condições que permitam que haja uma conversa”, afirmou.

LULA FAZ DECLARAÇÕES PRÓ-RÚSSIA

Celso Amorim, assessor especial de Lula, esteve em Moscou no fim de março e encontrou-se com o presidente Vladimir Putin. Depois do encontro de Amorim, Lula fez declaração a favor da Rússia sobre a guerra do país com a Ucrânia. Em encontro com jornalistas em 6 de abril no Palácio do Planalto, o presidente disse que a Ucrânia deveria ceder territórios à Rússia em troca de um acordo de paz.

“O [presidente da Ucrânia, Volodymyr] Zelensky não pode querer tudo”, afirmou Lula na ocasião. Em 7 de abril, Zelensky divulgou vídeo no qual disse que “respeito e ordem retornarão apenas quando a bandeira ucraniana retornar à Crimeia”. Não citou Lula.

O presidente brasileiro também voltou ao tema ao deixar Pequim (China) no sábado (15.abr) depois de visita de 2 dias ao país asiático. Disse que os Estados Unidos precisam parar de incentivar a guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

“É preciso que os Estados Unidos parem de incentivar a guerra e comecem a falar em paz. É preciso que a União Europeia comece a falar em paz para a gente poder convencer o [presidente da Rússia, Vladimir] Putin e o [presidente da Ucrânia, Volodymyr] Zelensky de que a paz interessa a todo mundo e a guerra só está interessando aos 2”, disse o petista.

No domingo (16.abr) Lula disse em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) que a guerra é culpa da Ucrânia e da Rússia.

“Eu penso que a construção da guerra foi mais fácil do que será a saída da guerra. Porque a decisão da guerra foi tomada por 2 países [Rússia e Ucrânia]. E agora o que nós estamos tentando construir? Nós estamos tentando construir um grupo de países que não têm nenhum envolvimento com a guerra. Que não querem a guerra. Que desejam construir paz no mundo”, afirmou Lula.

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