Operação resgata vinte trabalhadores em condições análogas à escravidão, na Paraíba

Uma ação coordenada pelo Ministério do Trabalho resgatou 20 trabalhadores em situação análogas à escravidão, na Paraíba. Durante a Operação Resgate VI, em todo o país foram resgatados 479 trabalhadores, dos quais 75 eram mulheres.
Entre os trabalhadores resgatados, 13 eram crianças e adolescentes e 66 eram migrantes vindos da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau.
Entre 1º e 31 de agosto, a Operação Resgate VI realizou 231 ações fiscais em todo o país. A força-tarefa contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública da União (DPU) e da Polícia Federal (PF).
A Região Sudeste concentrou o maior número de trabalhadores resgatados: foram 267, dos quais 208 em Minas Gerais.
Paraíba
Na Paraíba, a fiscalização ocorreu no município de Patos, onde houve o resgate de 20 trabalhadores que estavam em obras de calçamento de ruas e avenidas.
“Eles se alimentavam em calçadas, debaixo de árvores, com alimentação extremamente precária. Nas frentes de trabalho, não havia instalação sanitária e nem água potável. Muitos eram oriundos de outros municípios do estado da Paraíba. Os alojamentos fornecidos por essas empresas estavam também em condições precárias. Alguns sem fornecimento de roupa de cama, com situação muito suja, banheiro bastante sujo e superlotação de trabalhadores. Em alguns alojamentos não havia fornecimento de água potável e sequer cadeiras para que eles realizassem as suas refeições”, afirmou o procurador do Trabalho com atuação na Paraíba, Rogério Sitônio Wanderley.
Atividades rurais
Entre as atividades econômicas que concentraram o maior número de trabalhadores encontrados em situação de trabalho análogo à escravidão durante a Operação Resgate VI estão a construção em geral com 85 resgatados, e o cultivo de café, com 53 trabalhadores resgatados; o cultivo de cebola, com 47; e o cultivo de batata-inglesa, com 44. Também aparecem entre as principais atividades o cultivo de outras plantas de lavoura temporária, com 43 trabalhadores, e a coleta de produtos não madeireiros em florestas nativas, com 29 trabalhadores. O levantamento evidencia a presença de situações de trabalho análogo à escravidão principalmente em atividades ligadas à produção agrícola e ao extrativismo.
Portal Correio





