UEPB inicia semestre letivo com uso de sistema de reconhecimento facial no campus de CG

A Universidade Estadual da Paraíba iniciou, nesta segunda-feira (27), o semestre letivo 2026.1 com a implantação de um sistema de reconhecimento facial no campus de Campina Grande. A tecnologia passa a ser utilizada por alunos e funcionários como parte das novas medidas de segurança adotadas pela instituição.
A iniciativa foi definida em janeiro deste ano e tem como objetivo reforçar a segurança no ambiente acadêmico após o ataque a tiros registrado em 3 de abril de 2025, dentro de uma copiadora na Central Acadêmica Paulo Freire (CAPF).
Na ocasião, Keine Diniz, de 40 anos, morreu, e o copista Wesley Porto ficou ferido. Após o crime, o autor dos disparos, Flávio Medeiros, tirou a própria vida. O episódio também deixou outras pessoas afetadas, incluindo uma estudante que pulou do primeiro andar durante a correria e um idoso que passou mal ao ouvir os tiros.
Sistema de reconhecimento facial
Após o ocorrido, os equipamentos de reconhecimento facial foram instalados na Central Acadêmica Paulo Freire, onde funcionam cursos do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), Centro de Educação (CEDUC) e Faculdade de Linguísticas, Letras e Artes (FALLA).
O cadastro da biometria facial foi realizado por meio do Sistema Unificado de Administração Pública (SUAP), reunindo dados de estudantes e servidores para utilização nas 12 catracas eletrônicas instaladas no local. Até o momento, quase 20 mil biometrias já foram registradas.
Monitoramento em tempo real
Com o início do semestre, o fluxo de pessoas no campus também passa a ser monitorado pelo Centro Integrado de Comando e Controle, ampliando o controle de acesso e a vigilância nas dependências da universidade.
A adoção da tecnologia integra um conjunto de ações voltadas à segurança institucional, buscando prevenir incidentes e garantir maior proteção à comunidade acadêmica.
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