
A João Pessoa passou a incluir um novo grupo prioritário na vacinação contra o HPV, seguindo recomendação do Ministério da Saúde. Agora, mulheres com lesões cervicais de alto grau (NIC 2, NIC 3 e adenocarcinoma in situ) que passaram por procedimento no colo do útero também podem ser imunizadas.
A orientação prevê que a vacinação seja realizada independentemente da idade, preferencialmente no mesmo ano do procedimento ou em até 12 meses após o tratamento. Para esse público, o esquema é de três doses, aplicadas nos intervalos de zero, dois e seis meses.
Para receber a vacina, é necessário apresentar prescrição médica e comprovação diagnóstica, como laudos ou relatórios que confirmem a condição clínica. As doses estão disponíveis em todas as salas de vacina da rede municipal e pontos móveis da cidade.
Além disso, a vacina contra o HPV segue disponível no calendário de rotina para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, com aplicação em dose única. Já jovens de 15 a 19 anos não vacinados podem procurar os serviços de saúde como parte de uma estratégia de resgate vacinal.
Segundo a Secretaria de Saúde, essa estratégia busca ampliar a cobertura vacinal, com ações em escolas e unidades de saúde para alcançar quem ainda não recebeu a imunização.
Dados do monitoramento mostram crescimento na vacinação. Em 2024, foram imunizados 4.118 meninos e 3.628 meninas. Em 2025, os números subiram para 4.639 meninos e 4.497 meninas. Já em 2026, até março, foram aplicadas 1.935 doses.
Entre jovens de 15 a 19 anos, foram registradas 841 doses em meninos e 495 em meninas em 2025. Em 2026, até o momento, foram aplicadas 124 doses, com expectativa de aumento após a prorrogação da estratégia.
A vacinação também contempla outros grupos prioritários, como pessoas vivendo com HIV, pacientes oncológicos, transplantados, usuários de PrEP e vítimas de violência sexual, com idades entre 9 e 45 anos.
O HPV é um vírus comum e está associado a diversos tipos de câncer, incluindo os de colo do útero, ânus, pênis e orofaringe. Por isso, especialistas reforçam que a vacina é segura, eficaz e essencial para prevenção.
Para se vacinar, é necessário apresentar documento oficial, Cartão SUS, caderneta de vacinação, além de documentos médicos nos casos específicos. O atendimento ocorre em unidades de saúde, policlínicas e pontos móveis, com horários variados ao longo da semana.
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