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Entenda quais são os sintomas de Ana Castela, diagnosticada com TDA

Após o diagnóstico de TDA (Transtorno de Déficit de Atenção) da cantora Ana Castela, de 22 anos, a internet foi tomada por dúvidas quanto ao transtorno e qual é a diferença para o famoso TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade). Ao contrário do que se pensa, não há mais uma separação entre as duas siglas.

Segundo os critérios do atual manual diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais, o DSM-5, da Associação Psiquiátrica Americana, o TDA é um subtipo do TDAH, só que sem a hiperatividade motora.

O que prevalece no TDA, diagnóstico de Ana Castela, é o déficit atencional. Antes da descoberta, a artista dizia sentir dificuldade de atenção no dia a dia, além de desorganização e impulsividade.

Só que, para as pacientes mulheres, há um subdiagnóstico — quando não é identificado por profissionais da saúde. Meninos descobrem que têm TDAH duas a três vezes mais do que as meninas na infância ou na adolescência. E por que isso acontece?

Os sintomas femininos são menos disruptivos e causam menos problemas sociais, como na escola. Meninas costumam usar a estratégia da camuflagem social, para evitar que se sintam constrangidas. É por isso que muitas mulheres só recebem o diagnóstico do transtorno na fase adulta.

Nos homens

Nos meninos e homens, geralmente, o TDAH é associado ao transtorno de conduta e abuso de substâncias. Predomina a hiperatividade motora, a impulsividade, problemas escolares ou disciplinares e episódios de agressividade.

Nas mulheres

Já nas meninas e mulheres, vêm junto os quadros de ansiedadedepressão, transtornos alimentares e outras comorbidades. Predomina desatençãodesorganizaçãodificuldade de planejamento, procrastinação, sobrecarga cognitiva, estado de exaustão.

O fato é que as mulheres com TDAH carregam um sentimento de culpa, de que são impostoras e não têm capacidade. Em mulheres, a hiperatividade costuma acontecer mais como uma inquietação interna e a dificuldade de relaxar.

É fundamental também dizer que há uma vulnerabilidade maior durante os períodos de oscilação hormonal, como por exemplo, o pré-menstrual e a menopausa.

E o diagnóstico tardio pode prejudicar muito a história de vida da mulher, levando a anos de tratamentos psiquiátricos inadequados, baixa autoestima, dificuldades profissionais e de inserção no ambiente social.

 

R7

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