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30 anos sem Mamonas Assassinas: relembre visita do grupo na Band

O acidente aéreo que matou os cinco integrantes dos Mamonas Assassinas completa 30 anos nesta segunda-feira (2). O grupo, que fez sucesso a partir de 1994 e teve fim trágico em 1996, era conhecido pelas letras excêntricas, pop rock e, claro, pelas brincadeiras em frente às câmeras.

No curto período em que estrelaram programas de TV, shows lotados e ganharam o carinho do público, os Mamonas Assassinas também visitaram a Band. E, é claro, os cinco roubaram as câmeras e brincaram com a equipe da emissora na época.

As imagens, resgatadas pelo Band Entretê, mostram Dinho imitando o jornalista Gil Gomes, famoso por programas policiais. Júlio Rasec e Sérgio Reoli simulam um caso policial e o atropelamento de um ‘cãozinho de madame’.

Em outra filmagem, feita no mesmo dia, eles brincam e imitam uma transmissão de futebol da Rádio Bandeirantes. Eles também palpitaram sobre a partida entre Palmeiras e Fluminense pelo Campeonato Brasileiro de 1995, com muita irreverência e ainda acertando o palpite de um empate. O jogo, à época, terminou 1 a 1.

 

Como foi o acidente dos Mamonas Assassinas

O Learjet 25D que levava a banda para a intensa rotina de shows pelo Brasil decolou de Brasília para Guarulhos, com atraso. O voo transcorreu bem, mas, na hora do pouso, a aeronave precisou arremeter por conta do mau tempo e pela dificuldade de estabilizar o avião.

A arremetida foi executada e, segundo instruções da torre de controle, a aeronave precisava retomar a rota e fazer o pouso. Mas, às 23h16, o voo se chocou contra a Serra da Cantareira a 3.300 pés. A aeronave acabou destruída e todos os ocupantes, incluindo os membros da banda, morreram no acidente.

Segundo o Cenipa, Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Força Aérea Brasileira, dois fatores foram contribuintes para a fatalidade. Os técnicos apontaram que piloto e co-piloto estavam submetidos a uma jornada de trabalho exaustiva, com mais de 16 horas de trabalho até o acidente, o que afetaria o desempenho no voo.

O Cenipa também apontou que a relação de piloto e co-piloto, que já era tensa, se agravou com o estresse físico e mental por conta da jornada exaustiva. Além disso, o órgão indicou que houve deficiências na comunicação e no planejamento.

O órgão da FAB apontou também que a região sobrevoada do acidente apresentava circunstâncias ambientais limitadoras de visibilidade, quase sem iluminação e coberta de nuvens, o que seria determinante para o acidente.

BAND.COM

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